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sábado, 11 de fevereiro de 2012

O EVANGELHO É NOTÍCIA



O Evangelho é Notícia
Janeiro de 2012
Missão: Evangelho e libertação do mal
IV Domingo do Tempo Comum
Ano B – 29.01.2012
Deuteronómio 18,15-20Salmo 94
1Coríntios 7,32-35
Marcos 1,21-28
Reflexões
«Deus é médico e é também medicamento!», dizia justamente o santo capuchinho Leopoldo Mandic (1866-1942) aos seus penitentes no confessionário de Santa Cruz em Pádua. Palavras em total sintonia com o trecho evangélico de hoje. Desde o início do seu Evangelho, Marcos apresenta Jesus como uma figura extraordinária em palavras e gestos: um mestre que provoca admiração, porque ensina com autoridade moral (v. 22), isto é, com eficácia; um taumaturgo que com um simples gesto e uma ordem («cala-te, sai») expulsa de um homem um espírito impuro (v. 25-26). Temor, surpresa, fama, admiração, mas também muitas esperanças, são os sentimentos que aquele novo Rabi misterioso, convincente e poderoso, suscita no coração de todos «imediatamente por toda a parte» (v. 28). Dessa forma, toma corpo em Jesus aquele profeta ideal que Deus tinha prometido ao seu povo por meio de Moisés (I leitura). Em poucas linhas, Marcos lança as bases para que o catecúmeno – e hoje o cristão – possa fazer um progressivo caminho à descoberta de Cristo, um itinerário de escuta e de procura, caminhando da obscuridade para a luz, para a Páscoa e a missão.
O episódio do homem possesso por um espírito impuro, que grita e se contorce, induz a algumas reflexões sobre a existência dos espíritos do mal que, em formas múltiplas e dramáticas, atormentam as pessoas no corpo, na psique e no espírito. É sabido que algumas manifestações atribuídas ao diabo, eram, e são ainda hoje, simplesmente doenças, mesmo se pouco conhecidas. Este facto porém não deve justificar as dúvidas sobre a existência do espírito maligno ou sobre a acção negativa que tal espírito tem sobre as pessoas. Negá-lo seria ingenuidade, que serviria apenas para favorecer a expansão do mal no mundo. Os Evangelhos apresentam-nos numerosos milagres de Cristo sobre pessoas que eram vítimas de males estranhos de natureza psicossomática. A acção sanativa de Jesus abarca a pessoa de modo integral: Ele cura, simultaneamente, o corpo, a psique e a alma.
Para fazer frente ao mal, ao destino e às forças negativas em geral, todos os povos fizeram recurso a meios como o espiritismo, a adivinhação, o ocultismo, confiando-se a magos, bruxos, astrólogos, feiticeiros, videntes, adivinhos, horóscopos, etc… Deus tinha já proibido estas práticas ao seu povo (Dt 18,10-11). Porque se trata, demasiadas vezes, de um obscuro mundo de fraudes, que explora – em troca de chorudas compensações económicas – os receios, a ingenuidade, a credulidade das pessoas, a ignorância sobre Deus, gerando falsas consolações, seguidas rapidamente por frustrações e desespero. Segundo a experiência comum dos missionários que operam em várias partes do mundo, medos e enganos são sinais típicos de paganismo. Mas são realidades que continuam a serpentear entre os cristãos, quando estes não estão totalmente convertidos interiormente: quando não aprenderam, por um lado, a aceitar alguns limites conaturais à vida humana e, por outro, a confiar na orientação amorosa e providente do Pai da Vida. Frequentemente alguns resíduos de paganismo continuam a conviver em pessoas crentes, por vezes também em pessoas de vida consagrada.
O caminho de conversão é necessário para todos e dura toda a vida, porque cada pessoa humana nasce pagã, isto é, não cristã. Uma pessoa não nasce cristã: torna-se cristã. O caminho de conversão recomeça com cada pessoa que nasce: de facto, o Baptismo não é senão o início de um processo de crescimento espiritual. A conversão cristã consiste na progressiva libertação dos medos, dos ídolos e das múltiplas formas de falsidade. Expondo-se sem véus à verdade do Evangelho, cada pessoa faz experiência e dá testemunho da liberdade interior que brota da adesão a Cristo. Os santos são pessoas que, com a graça divina, atingiram um maior grau de libertação das formas de paganismo. De facto, a adesão a Cristo gera liberdade, porque só Ele é a verdade que torna livres (Jo 8,32; 14,6). Porque Jesus, com o seu sofrimento ajuda-nos a dar sentido ao nosso sofrimento e a enfrentar as provações com serenidade. (*)
A pregação evangelizadora, embora sempre benévola e compreensiva para com as pessoas que erram ou são doentes, deve ser vigorosa e acutilante contra o mal. O facto que o endemoninhado do Evangelho, esteja primeiro tranquilo na sinagoga e, depois do ensinamento autorizado de Jesus, comece a rebelar-se e a gritar contra Ele (v. 22-24), convida a reflectir sobre a força e autenticidade da nossa pregação. Esta não pode ser indulgente ou branda para com o mal, por medo de incomodar, mas deve sacudir as consciências, estimular as pessoas a uma mudança de vida e indicar o caminho que conduz ao encontro verdadeiro com Deus e com os irmãos, na comunidade dos crentes em Cristo. Só assim o anúncio missionário do Evangelho de Jesus exerce o seu poder libertador e salvador: expulsa os demónios, cura as feridas, renova e transforma as pessoas desde dentro.
Palavra do Papa
(*) «Jesus sofre e morre na cruz por amor. Desse modo, vendo bem, deu sentido ao nosso sofrimento, um sentido que muitos homens e mulheres em cada época compreenderam e assumiram, experimentando serenidade profunda mesmo na amargura de duras provas físicas e morais… Tenhamos a certeza: nenhuma lágrima, nem de quem sofre, nem de quem lhe está próximo, se perde diante de Deus».
Bento XVI
Angelus dominical, 1 de Fevereiro de 2012
No encalço dos Missionários
- 29/1: Jornada Mundial dos Doentes de Lepra, fundada por Raoul Follereau em 1954. Tema para a 59ª Jornada 2012: «Faz da tua vida algo que valha».
- 29/1: S. José Freinademetz (1852-1908), da Sociedade do Verbo Divino.
- 30/1: Memória de Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido como «Mahatma» (alma grande) da Índia (1869-1948), líder da «não-violência-activa», assassinado em Deli.
- 31/1: S. João Bosco (1815-1888), fundador da família Salesiana; enviou os primeiros missionários salesianos para a Argentina.
- 31/1: B. Candelária de S. José (Susanna Paz-Castillo Ramírez). Nasceu e viveu na Venezuela (1863-1940) e fundou uma congregação ao serviço dos doentes e necessitados.
- 1/2: B. Luís Variara (1875-1923), missionário salesiano italiano, que viveu entre os leprosos e morreu em Cúcuta (Colômbia).
- 2/2: Apresentação do Senhor Jesus, proclamado como «salvação oferecida a todos os povos, luz para se revelar às nações» (Lc 2, 31-32). – Dia da Vida Consagrada.
- 2/2: S. João Teofano Vénard (1829-1861), sacerdote da Sociedade para as Missões Estrangeiras de Paris, mártir em Hanoi (Vietname). As suas cartas inspiraram também Santa Teresa de Lisieux no amor e dedicação às missões.
- 3/2: B. Maria Helena Stollenwerk (†1900): juntamente com S. Arnoldo Janssen (15/1) e a B. Josefa Stenmanns (20/5) fundou em Steyl (Holanda) as Missionárias Servas do Espírito Santo.
- 4/2: S. João de Brito (1647-1693), missionário jesuíta português, conseguiu muitas conversões e morreu mártir na Índia.
- 4/2: Em 1974 foi aprovada no Haiti a primeira lei que abolia a escravatura na América Latina/Caraíbas.
Colaboração e agradecimentos
Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)
Sítio Web: «Palavra para a Missão»

ENVIADO POR MAURO

sábado, 2 de julho de 2011

SÃO TOMÉ APÓSTOLO



São Tomé (apóstolo)



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Justifique o uso desta marca na discussão do artigo)
São Tomé, o Apóstolo

A incredulidade de São Tomas, por Caravaggio.
Tomé, o Incrédulo; Tomé, o Crente; Dídimo
Nascimento ?
Falecimento c. 72 em próximo a Madras (Índia)
Veneração por Igreja Católica, Igreja Ortodoxa, Igreja Anglicana e algumas Igrejas Protestantes
Principal templo Basílica de São Tomé (Chennai, Índia)
Festa litúrgica 3 de julho
21 de dezembro (até 1925)[1]
Atribuições Gêmeos, seu dedo sobre as Chagas, lança (pelo martírio), esquadro (por sua profissão como pedreiro), vendas (por sua falta de fé).
Polêmicas Especula-se muito de quem Tomé tenha sido irmão gêmeo, e alguns estudiosos chegam a supor que Tomé seja na verdade um pseudônimo atribuído a algum outro apóstolo, em vez de uma pessoa.
E logo disse a Tomé: "Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; chega também a mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente". Respondeu-lhe Tomé: "Senhor meu e Deus meu! "
João 20:28
Portal dos Santos

São Tomé foi um dos doze apóstolos originalmente escolhidos por Jesus, segundo os Evangelhos sinóticos e os Atos dos apóstolos (Mt 10:3, Mk 3:18, Lk 6:15) havendo pouco registro além. Ainda existe a hipótese de ser filho de Jesus, pois segundo Simcha Jacobovici e Charles Pellegrino em seu livro a tumba da família de Jesus, existia a preocupação, da parte de Jesus, que o seu filho fosse morto depois de sua morte. A grande questão era a de que o Império Romano tinha um especial cuidado em perseguir a prole de qualquer um que representasse ameaça para a soberania do império e isso significava dizer que poderia ser morto filho, esposa e neto, entretanto irmão não entrava nessa lista e isso fez com que o nome gêmeo fosse acrescentado ao de Juda(s) para que não houvesse a suspeita sobre o mesmo ser filho. No evangelho de Tomé dito 11 Jesus diz a ele "Quando éreis um, vos tornaste dois", criando o entendimento de que Jesus estava na verdade indicando que Juda e Tomé eram a mesma pessoa, uma vez que Tomé não era propriamente um nome, mas uma tradução que indicava "gêmeo".


1 Nome e identidade
1.1 Outros nomes
2 Tomé nos Evangelhos sinóticos
2.1 No Evangelho de João
3 Epílogo
3.1 Assunção de Maria
3.2 Síria
3.3 Índia
3.4 América
4 Referências
5 Ligações externas


Nome e identidadeAlguns teólogos têm mantido discordâncias a respeito da verdadeira identidade de São Tomé. Tomé não é propriamente um prenome, mas sim a palavra equivalente a gêmeo, vindo do aramaico Tau'ma (תום), e posteriormente traduzida para o grego Didymus. Essa palavra aparece composta com o prenome Judas nalguns trechos bíblicos. Muito se discute de quem esse Judas Tomé seria irmão gêmeo. Outros, inclusive, acreditam se tratar de Judas Tadeu, irmão de Tiago Menor, tendo-se confundido-o com uma terceira pessoa apenas porque seu nome teria aparecido com a alcunha Gêmeo algumas vezes em vez de Tadeu. Essa suspeita é reforçada por não haver um consenso histórico sobre quem seriam verdadeiramente os doze apóstolos, havendo indicativos no Novo Testamento sobre outros possíveis seguidores escolhidos por Jesus para ser um dos doze.

Fato é que a tradição católica e ortodoxa, bem como fortíssimos indícios indianos dos católicos nativos de Malabar, apoiam a existência deste apóstolo, sua missão evangelizadora e seu martírio. De fato, no século XVI os portugueses que chegaram à região disseram ter descoberto a cripta do santo, suas relíquias e, inclusive, um pedaço de uma das lanças com as quais fora morto com o sangue ainda coagulado. Acrescente-se a isto que todos os antigos martirológios mencionam a ida de São Tomé à Índia, sua pregação e seu martírio, transpassado por lanças empunhadas por hindus.
Um fato recente e muito curioso foi quando do tsunami de dezembro de 2004 que devastou toda aquela região: o templo que guarda suas supostas relíquias ficou imune às ondas gigantescas que destruíram todas as construções adjacentes, tendo permanecido intacto. Uma antiga tradição afirmava que um poste fixado pelo apóstolo limitaria até o fim dos tempos as águas, que jamais o ultrapassariam. Este poste existe até os dias atuais e se localiza exatamente na porta principal da igreja que guarda suas supostas relíquias. Isto deixou os sacerdotes hindus desconcertados e os mesmos prometeram não mais perseguir e discriminar os cristãos daquelas plagas.



Outros nomes



O Evangelho de Tomé presente na biblioteca de Nag Hammadi assim se inicia: Esses são os ditos secretos que o Jesus vivo disse e Judas Tomé Dídimo registrou. Tradições sírias também alegam que o nome completo do apóstolo era Judas Tomé, ou Jude Tomé. Alguns dizem ter visto nos Atos de Tomé (escrito na Síria oriental entre os séculos II e III) uma identificação de São Tomé com o apóstolo Judas Tadeu, filho de Tiago. No entanto, a primeira frase desse Atos segue os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos, distinguindo os apóstolos Judas Tomé e Judas Tadeu.

Poucos textos determinam o irmão gêmeo de Tomé, apesar de que no Livro de Tomé o Adversário, parte dos manuscritos de Nag Hammadi, identifica-se Jesus como seu irmão: Agora, haja vista que foi dito ser tu meu gêmeo e verdadeiro companheiro, examina-te a ti mesmo.[2]

Tomé nos Evangelhos sinóticos



No Evangelho de João São Tomé aparece numas poucas passagens no Evangelho de João. Em João 11:16, quando Lázaro morre, os discípulos resistem à decisão de Jesus para que retornem à Judeia, onde os judeus tentaram apedrejar Jesus. O Mestre está determinado, mas é Tomé que toma a palavra final: Vamos todos, pois poderemos morrer com Ele. Alguns interpretam esse como uma antecipação ao conceito teológico paulínio de morrer com Cristo.

Ele também fala na Última Ceia em João 14:5. Jesus assegura seus discípulos que eles sabem aonde ele irá, mas Tomé protesta que eles não sabem de fato. Jesus retruca a ele aos pedidos de Filipe com uma complexa exposição de seu relacionamento com O Pai.

A aparição mais famosa de Tomé no Novo Testamento está em João 20:24-29, quando duvida da ressurreição de Jesus e exige que necessita sentir Suas chagas antes de se convencer. Essa passagem é a origem da expressão Tomé o Incrédulo bem como de diversas tradições populares similares, tal como Fulano é feito São Tomé: precisa ver para crer.. Após ver Jesus vivo, Tomé professa sua fé em Jesus; a partir de então ele é considerado Tomé o Crente.[3]

EpílogoDa mesma forma que se acredita que Pedro e Paulo disseminaram as sementes do cristianismo pela Grécia e Roma, Marcos pelo Egito e João pela Síria e Ásia Menor, Tomé teria levado a Palavra à Índia, tendo sido o primeiro dos Católicos do Leste. Como "prova" das passagens de São Tomé pelo mundo, são-lhe atribuídas formas e marcas em pedras que se assemelham a pegadas, algumas de tamanho gigantesco. É o caso, por exemplo, da lenda sobre a "pegada" no Pico de Adão.

Assunção de Maria



De acordo com "A passagem de Maria", um texto da Alta Idade Média atribuído a José de Arimateia, Tomé foi a única testemunha da Ascensão de Maria aos céus. Os outros apóstolos foram miraculosamente transportados a Jerusalém para observar sua morte. Tomé, que já estava na Índia, após o funeral fora transportado à tumba dela, onde testemunhou o corpo de Maria subir aos céus, jogando-lhe seu cinto. Numa inversão à imagem de ceticismo vinculada a Tomé, os outros apóstolos é que duvidaram de seu relato até verem a tumba vazia e o cinto.[4] O recebimento do cinto por Tomé é representado várias vezes na arte medieval e pré-Tridentina.

SíriaTomé tem um papel na lenda do rei Abgar V de Edessa (Urfa), por ter enviado Tadeu de Edessa para pregar na cidade mesopotâmica (hoje síria) de Edessa após sua Ascensão.[5] Santo Efreu, que também conta essa lenda, escreveu uma fábula na qual o demônio grita:

(…)A qual terra devo me refugiar do justo?
Eu instiguei a Morte para os Apóstolos assassinar, e por suas mortes eu de suas investidas escapar.
Mas fui duramente atingido: o Apóstolo que matei em Índia subjugou-me em Edessa; aqui e lá ele está em sua plenitude.
Lá fui eu, e lá estava ele: aqui e lá para minha aflição o encontrei.[6]
A tradição mantida pela igreja de Edessa que afirma ser Tomé o Apóstolo da Índia gerou inúmeras fábulas também atribuídas a Santo efreu, copiadas em códices dos séculos VIII e IX. Referências nas fábulas preservam a crença de que os ossos de Tomé foram trazidos da Índia a Edessa por um mercador, e que as relíquias operam milagres tanto em Índia quanto em Edessa. Um pontífice determinou o dia dedicado ao santo e um templo a ele foi erguido. As tradições tomasianas ganharam corpo na liturgia siríaca.

Durante o século IV, o memorial erguido no suposto local do martírio de Tomé atraiu peregrinos a Edessa, para a veneração de seus restos. Nos anos de 380 d.C., Santa Egeria descreveu sua visita ao local em carta enviada à sua irmandade (Itineraria Egeriae):

Nós chegamos em Edessa em nome de Cristo nosso Senhor, e, em nossa chegada, dirigimo-nos diretamente à igreja e memorial de São Tomé. Lá, conforme os costumes locais, orações foram feitas e outras coisas costumeiras aos lugares santos; nós também lemos algo relevante a São Tomé em si. A igreja de lá é muito grande, muito bonita e recém-construída, merecedora de ser a casa do Senhor, e como havia muito que eu desejava ver, foi-me necessário lá permanecer por três dias.
Índia Eusébio de Cesareia[7] cita Orígenes como quem afirma ter sido Tomé o apóstolo dos partos, mas Tomé é mais conhecido como missionário na Índia por meio dos Atos de Tomé, escrito em torno do ano 200 d.C.

As várias denominações da moderna da Igreja oriental dos Cristãos de São Tomé atribuem suas origens à sua tradição oral, datada de fins do século II, que alega ter Tomé chegado a Maliankara, próxima à vila de Moothakunnam, na região de Paravoor Thaluk, em 52 d.C. Esse vilarejo está localizado a 5 km de Kodungallur, no Estado indiano de Kerala, e contém as igrejas dedicadas a São Tomé popularmente conhecidas como Ezharappallikal (Sete igrejas e meia). Essas igrejas estão em Cranganor, Coulão, Niranam, Nilackal (Chayal), Kokkamangalam, Kottakkayal (Paravoor), Palayoor (Chattukulangara) e Thiruvithamkode – a meia-igreja.

América



Durante os primeiros séculos da colonização na América, vicejou-se a lenda de que São Tomé teria miraculosamente vindo ao novo continente e estabelecido contato com os indígenas. Novamente, como "prova" da passagem do santo, diversos sinais tidos como pegadas seriam atribuídos a Tomé. Basicamente, a figura da mitologia indígena Sumé (um homem branco que teria visitado em tempos pré-colombianos) foi identificada e fundida com São Tomé.

Segundo Sérgio Buarque de Holanda, em seu Visões do Paraíso, essa seria uma das poucas crenças relacionadas à América cuja origem se dá entre os portugueses, ao passo que os espanhóis teriam mitificado a América com a edenização, criando diversas lendas para "corroborar" essa ideia, como a terra das amazonas e a fonte da juventude (Juventia). Para o autor, isso denotaria o caráter religioso da missão portuguesa e o caráter civilizatório da espanhola. Ainda segundo Holanda, a suposta falta de mitos relacionados à nova terra entre a população portuguesa denotaria sua falta de interesse pela América, mais interessada em extrair recursos das costas e concentrar esforços em benfeitorias mais lucrativas, na Índia e na África.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

SOLENIDADE DA FESTA DO CORPO DE DEUS



origem da festa de Corpus ChristiPublicado em 20/06/2011
História: A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula "Transiturus" de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.

O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, as quais exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter 'visões', exigindo da Igreja uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, se tornaria o Papa Urbano IV (1261-1264), tornando mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.

A "Fête Dieu" começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão Eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a primeira Procissão Eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica. A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos.

Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.

Celebração: O decreto do Papa Urbano IV teve pouca repercussão, porque ele morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270. O ofício divino, seus hinos, a sequência 'Lauda Sion Salvatorem' são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Essa festa [Corpus Christi] tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.

Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar "o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia" e "onde for possível, haja procissão pelas vias públicas", mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.

Sacramento: A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Na véspera da Sexta-Feira Santa, a morte na cruz impede uma festa solene e digna de gratidão e doutrinação. Porque a Última Ceia está no Novo Testamento, os evangélicos lhe têm grande consideração, mas com interpretação diferente.

Para os luteranos e metodistas, a Eucaristia é sacramento, mas Cristo está presente no pão e no vinho apenas durante a celebração, como permanência e não transubstanciação. Outras igrejas cristãs celebram a Ceia como lembrança, memorial, rememoração, sinal, mas não reconhecem a presença real de Cristo nela. Mas alguma coisa existe em comum que, por intermédio da Eucaristia, une algumas Igrejas cristãs na Eucaristia, ensina o Concílio Vaticano II, no decreto "Unitatis Redintegratio".

A Eucaristia é também celebração do amor e união, da comum-união com Cristo e com os irmãos.

Ela [Eucaristia], que é a renovação do sacrifício de Cristo na cruz, significa também reunião em torno da mesa, da vida e da unidade para repartir o pão e o amor. E é o centro da vida dos cristãos: "Eu sou o Pão da Vida, que desceu do céu para a vida do mundo, por meio da vida de comum-união dos cristãos".

Ornamentação: A decoração das ruas para a Procissão de Corpus Christi é uma herança de Portugal e tradição brasileira. Muitas cidades enfeitam suas ruas centrais com quilômetros de tapetes, feitos de serragem colorida, areia, tampinhas de garrafa, cascas de ovos, pó de café, farinha, flores, roupas e outros ingredientes.


Por Monsenhor Arnaldo

terça-feira, 21 de junho de 2011

A ORAÇÃO É UMA ARMA



Santo Afonso, conhecido como Doutor da Oração, foi um homem que muito orou. Em média ele dedicava oito horas diárias de oração.

Todo cristão tem a necessidade absoluta de pedir a Deus a salvação e de como o devemos fazer. Santo Afonso recomendava que todos fizessem pelo menos uma hora de oração diária, além de freqüentes e rápidas preces nas diversas oportunidades do dia. A graça de orar é dada normalmente a todos e, mediante a oração, todos podem obter de Deus os outros auxílios necessários para a salvação

Sem a oração, segundo a providência ordinária de Deus, serão inúteis todas as meditações, todos os propósitos e todas as promessas. Deus não concede senão a quem reza e reza com perseverança. A oração consiste propriamente na elevação da alma a Deus.



A oração à luz da Bíblia

As Sagradas Escrituras são ricas em passagens que reforçam a prática da oração. Eis algumas delas:

Citação Bíblica
Localização

É preciso rezar sempre e nunca descuidar Lc 18, 1

Vigiai e orai para não cairdes em tentação Mt 25,41

Pedi e dar-se-vos-á Mt 7,7

Chama por mim, e eu te ouvirei Jr 33, 3

Invoca-me e eu te livrarei Sl 49, 15

Vosso Pai que está nos céus dará bens aos que lhe pedirem Mt 7,11

Todo aquele que pede, recebe; todo o que busca, acha Lc 11,10

Tudo o que pedirdes orando, crede que haveis de receber e que assim vos sucederá Mc 11,24

Vinde a mim todos os que trabalhais e vos achais carregados e eu vos aliviarei Mt 11, 28


A oração é alimento para a alma

São João Crisóstomo dizia: “assim como a alma dá a vida ao corpo, assim também a oração mantém a vida da alma. Assim como o corpo não pode viver sem a alma, assim a alma sem a oração está morta e exala mau cheiro”. Portanto enquanto a comida é o alimento para o corpo, a oração é o alimento para a alma.

A oração é uma arma

A oração é a mais poderosa arma para nos defendermos dos nossos inimigos. Adão pecou porque não rezou quando foi tentado.

Necessidade da oração

Deus sabe como a oração é útil para conservar a humildade e para exercer a confiança. São Francisco de Assis já dizia que sem a oração, nunca pode uma alma produzir bons frutos. Já São João Crisostomo dizia que o homem mais poderoso é o que reza. Rezemos orações curtas, mas fervorosas! Se não nos salvarmos, a culpa é nossa.


Intercessão dos Santos

Conforme o Concílio de Trento, é lícito e útil invocar santos como intercessores, para ele suplicarem, pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que nós por nossos deméritos não somos dignos de receber.

A oração e as almas do purgatório

São Tomas afirmava que as almas do purgatório estão em estado de expiação, e, por isso, são inferiores a nós. Não se acham em condição de rezar por nós, mas, pelo contrário, necessitam de nossas orações. Manda a caridade que socorramos o próximo em suas necessidades, incluindo-se aqui as benditas almas do purgatório. Elas, apesar de não estarem mas nesta vida, nem por isso deixam de pertencer à comunhão dos santos. Santo Agostinho já dizia que as almas dos fiéis defuntos não estão separada da Igreja. Aqui vai um lembrete, segundo São Boaventura, que afirmava que as almas do purgatório são tão pobres que não podem satisfazer por si próprias à justiça divina.

Nós, com os nossos sufrágios e, principalmente com as orações recomendadas pela Igreja, bem podemos auxiliar aquelas santas almas. Se algum de nós obtiver, com suas orações, a salvação de uma alma do purgatório e a sua entrada no céu, essa alma dirá a Deus: “Senhor, não permitais se perca quem me livrou das chamas do purgatório”. Santo Agostinho já dizia que quem nesta vida mais socorrer as almas do purgatório, Deus fará com que seja também socorrido por outro, quando estiver lá no meio daquelas chamas.

Deus nos atende a qualquer hora

São João Crisostomo já dizia que Deus está sempre pronto a ouvir a voz de seus servos e nunca acontecerá que não atenda, sendo invocado como convém. Ele dizia ainda que quando rezamos, antes de terminarmos a exposição de nossas súplicas, Deus já nos atende

O grande papel das súplicas

Todo o nosso cuidado deve consistir em rezarmos com confiança, certos de que, orando, estarão para nós abertos todos os tesouros do céu. S.João Boaventura dizia que todas as vezes que o homem recorre devotamente ao Senhor pela oração, ganha bens que valem mais do que todo o mundo.

Santo Agostinho também dizia que algumas almas devotas empregam muito tempo em ler e meditar, mas pouco se ocupam com as súplicas. Não resta dúvida que a leitura espiritual e a meditação das verdades eternas sejam coisas de utilidade, mais muito mais úteis são as súplicas. Ele dizia ainda que melhor é rezar do que ler: na leitura ficamos conhecendo o que devemos fazer, mas na oração recebemos o que pedimos.

Condições da oração

Rezemos por nós mesmos

Rezemos muito pela conversão dos pecadores

Peçamos as graças necessárias à salvação (os bens temporais não são necessárias à salvação)

Quem pede a Deus humilde e confiadamente coisas necessárias para esta vida, ora é ouvido por misericórdia e ora não é atendido por misericórdia; pois, do que o doente tem necessidade, melhor sabe o médico do que o doente (S. Agostinho)

Quando Deus nos atende é sempre para nosso maior bem

Que rezemos com devoção e perseverança. Com devoção, quer dizer, com humildade e confiança; com perseverança, que dizer, sem deixar de rezar até a morte (S. Tomás)

Considerar que Deus ouve a oração dos humildes e repele a dos orgulhosos.

Lembrar que, por mais carregada que esteja uma alma de pecados, Deus não pode desprezar um coração quem se humilha

pedir com fé e sem hesitação alguma;

Considerar que jamais se perdeu quem confiou em Deus

Ter em mente que nenhum pecador arrependido pediu ao Senhor benefícios, sem receber o que desejava

Considerar, finalmente, que a graça da oração é concedida a todos; Ele quer a salvação de todos e Ele ama os que nele confiam


Orações para todas as ocasiões

Apresentamos a seguir um repositório de orações que foram copiadas de vários livros de orações católicas. Esta página está em plena construção. Se você tem uma boa sugestão de oração então nos escreva pois “a graça da oração é concedida a todos”. Paz e Bem

quarta-feira, 8 de junho de 2011



A HUMANIDADE AINDA NÃO APREDEU A LIÇÃO DE SODOMA


Caríssimos, creio que a humanidade não aprendeu com os erros do passado, por isso, continua multiplicando esses mesmos erros perversamente até a exaustão, transformando o nosso mundo num verdadeiro inferno. É o que se tem constatando em todos os sentidos do viver e em todas as esferas do poder humano; principalmente no uso do que chamamos de “livre arbítrio”, que na verdade tem sido um artifício esdrúxulo, usado para se cometer as piores atrocidades de que temos conhecimento.


Exemplo disso é o aumento das heresias e de toda espécie de perversões, maus costumes e violência desenfreada contra a natureza e a própria vida humana, a ponto de estarmos à beira do caos atômico e de catástrofes naturais inimagináveis. Bem falou sobre isso São Paulo, quando escreveu à São Timóteo: “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te!” (2Tim 3,1-5).


É por isso que digo que a humanidade não aprendeu a lição de Sodoma; e o que isso quer dizer? Vejamos o exemplo da Sagrada Escritura: “Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor.” (Gen 13,13). E por causa da impiedade e da sodomia (homossexualidade) (Cf. Gen 19,5) que praticavam: “O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo.” (Gen 19,24-25).


De fato, uma enorme onda de sodomia tem tomado conta do nosso país e do mundo, com o pretexto de defesa das minorias; e o pior de tudo isso, é que aqui em nosso país, criaram leis e até uma cartilha e vídeos para serem distribuídos nas instituições públicas de ensino, dizendo-se combater a homofobia, quando na realidade não passam de propagação da sodomia e punição de quem discorda publicamente de tais práticas sexuais.


Ora, em sã consciência um homem de bem jamais vai agredir uma pessoa que faz opção sexual pela sodomia (homossexualidade), isso é fato, do contrário não seria homem de bem; os maus, porém, que agridem verbalmente e até fisicamente as pessoas por sua opção sexual, terão o rigor das leis já existentes que vigora para todos que se arvoram em invadir a liberdade dos outros para lhes usurparem de seus direitos. O que não pode existir são leis exclusivas que, mais do que defender a sodomia, a põe num pedestal como se fosse um “deus”; ora, isso é inaceitável numa sociedade democrática, onde a exclusividade das leis dar lugar à universalidade delas, ou seja, as leis existem para todos e não para uma minoria; porque pelo que sabemos nem todas as pessoas praticam a sodomia (homossexualidade), portanto, não se pode ter uma lei exclusivamente para ela.


Logo, o Supremo Tribunal Federal, saindo de suas atribuições – pois, o STF existe para interpretar e fazer cumprir as Leis criadas pelo poder Legislativo e não para tomar o lugar do poder Legislativo - se outorgou o poder de criar uma lei exclusiva que eleva a prática da união homossexual estável ao mesmo patamar da união heterossexual estável. E o que isso resulta? Por interpretação, significa a oficialização por parte do Estado Brasileiro, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, ou seja, só falta o Supremo determinar isso, mesmo sem ser sua atribuição. Enfim, para o STF cai por terra a Lei Natural, a Lei de Deus, a nossa Constituição e o poder Legislativo, que fica à ver navios, pois um poder não pode se sobrepor a outro, mas o Supremo se sobrepôs ao Congresso Nacional.


Destarte, peço ao Senhor que tenha piedade de todos nós brasileiros e de nosso país, pois, se depender dos políticos e autoridades judiciais que temos, essa nossa nação afundará no mar de lama da corrupção e da perversão dos costumes e valores que antes tinham como fundamento a Lei Natural e a Lei de Deus, mas agora não tem mais, porque as decisões tomadas são contrárias a essas leis. Então, o que esperar de autoridades e governantes que não levam em conta o verdadeiro sentido da vida, da cidadania e do bem estar de todos, mas apenas os interesses mesquinhos e escusos?


Paz e Bem!


Frei Fernando,OFMConv

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ESQUEMA DE UMA ORAÇÃO




Isabel Tomé para bcc: mim


Esquema de uma oração
Como podemos continuar a rezar juntos? Esta pergunta surge frequentemente depois de uma visita a Taizé ou da participação num Encontro de Taizé. Eis alguns elementos que podem ajudar a preparar uma oração meditativa que «não tem princípio nem fim».
Para iniciar a oração, escolher um ou dois cânticos de louvor.
Salmo
Jesus rezava estas antigas orações do seu povo. Desde sempre que os cristãos encontraram aí uma fonte. Os salmos reintegram-nos nessa grande comunhão de crentes. As nossas alegrias e tristezas, a nossa confiança em Deus, a nossa sede e mesmo as nossas angústias encontram uma forma de expressão nos salmos.
Uma ou duas pessoas lêem ou cantam os versículos de um salmo. Todos respondem com um Aleluia ou outra aclamação, cantada depois de cada versículo. Se o salmo é cantado, eventualmente apoiado por um garganteio da assembleia, os versículos escolhidos devem ser curtos, geralmente duas linhas (uma melodia ténue improvisada sobre o acorde final da aclamação que é mantido pela assembleia); se os versículos são lidos, estes podem ser mais longos. Não hesitar em escolher apenas alguns versículos do salmo, aqueles que são mais acessíveis. Não é necessário ler o salmo na íntegra.
Leitura
Ler a Sagrada Escritura é aproximar-se «da fonte inesgotável que proporciona aos homens sedentos o próprio Deus» (Orígenes, século III). A Sagrada Escritura é uma «carta de Deus à sua criatura» que faz «descobrir o coração de Deus nas
palavras de Deus» (Gregório Magno, século VI).
Numa oração feita com regularidade é costume fazer uma leitura contínua dos livros bíblicos.
Cada leitura é introduzida por «Leitura do…» ou «Evangelho segundo São…» Se há duas leituras, a primeira pode ser escolhida do Antigo Testamento, das Epístolas, dos Actos dos Apóstolos ou do Apocalipse; a segunda é sempre do Evangelho. Entre as duas leituras, insere-se um cântico meditativo.
Antes ou depois da leitura, pode haver um cântico da luz. Canta-se um cântico que celebra a luz de Cristo. Durante esse cântico alguns jovens ou crianças avançam, de vela na mão, para acender uma candeia, colocada sobre um lampadário. Este acto simbólico recorda que, mesmo quando a noite se torna densa, na vida pessoal ou na vida da humanidade, o amor de Cristo é um fogo que nunca se apaga.
Cântico
Silêncio
Quando tentamos encontrar palavras para expressar a comunhão com Deus, a inteligência encontra-se rapidamente limitada. Mas, nas profundezas da pessoa humana, pelo Espírito Santo, Cristo reza mais do que nós imaginamos.
A voz de Deus não se cala, mas Deus nunca se quer impor. Frequentemente, a sua voz escuta-se como um murmúrio, num sopro de silêncio. Permanecer em silêncio na sua presença, para acolher o seu Espírito, é já uma forma de rezar.
Não se deve procurar um método para alcançar o silêncio interior a qualquer preço, suscitando um vazio em si próprio. Durante o silêncio, somos convidados a deixar Cristo rezar em nós, com a confiança de uma criança e, assim, um dia descobriremos que as profundezas da pessoa humana são habitadas.
Numa oração comunitária, é melhor fazer um único momento longo de silêncio (cinco a dez minutos) em vez de vários momentos curtos. Se aqueles que participam na oração não estão habituados a um tal silêncio, é importante, no final do cântico que precede o momento de silêncio, anunciar: «Continuaremos agora a oração permanecendo um momento em silêncio.»
Oração de intercessão ou de louvor
Uma oração feita de preces ou de aclamações breves, acompanhadas por um garganteio e ritmadas por um refrão cantado por todos, pode ser como uma «coluna de fogo» no seio da oração comunitária… Pelas intercessões, a nossa oração estende-se a toda a família humana: confiamos a Deus as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos seres humanos, dos pobres e de todos aqueles que sofrem. Pela oração de louvor, celebramos tudo o que Deus é para nós.
Uma ou duas pessoas exprimem alternadamente as preces ou as aclamações da oração, que é introduzida pelo refrão e segue o seu ritmo. O refrão cantado pode ser «Kyrie eleison», «Gospodi pomilui» (Senhor tem piedade) ou outro. O refrão também pode ser declamado pela assembleia, consoante o que estiver indicado na proposta de oração: «Vem, Senhor Jesus!», «Glória a ti, Senhor!», etc. Nos casos em que se propõe um refrão, ele também pode ser dito ou cantado pelo leitor ou solista, ou mesmo omitido, passando o refrão da assembleia a ser o Kyrie ou o Gospodi.
Uma vez concluídas as preces ou aclamações escritas, pode ser adequado oferecer aos participantes a possibilidade de uma expressão espontânea, para as orações que saem dos seus corações. Ter cuidado para que estas sejam breves e se dirijam a Deus: não se devem transformar num diálogo horizontal onde, crendo falar a Deus, se deseje na realidade transmitir aos outros as suas próprias ideias. Cada uma das preces espontâneas é concluída pela mesma resposta, cantada por todos.
Pai Nosso
Oração de conclusão
Cânticos
No final, a oração pode-se prolongar através de cânticos. Um pequeno coro permanece a cantar com aqueles que desejam continuar a rezar.
Os outros podem ser convidados a um tempo de partilha em pequenos grupos, num local próximo, por exemplo sobre um texto bíblico, com o apoio das «Meditações bíblicas». Na Carta de Taizé encontra-se, para cada mês, uma proposta para as «Meditações bíblicas», isto é, um tempo de silêncio e de partilha, a partir de um texto bíblico

sexta-feira, 27 de maio de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE









A doutrina da criação (de Santo Tomás) é cheia de implicações doutrinais e espirituais de todas as espécies que se manifestarão pouco a pouco na continuação destas páginas. A primeira que se oferece à meditação é a de Deus artesão e até artista que imprime em sua obra um vestígio de sua beleza. É um lugar-comum do pensamento medieval, que encontrou sua tradução até na pintura – conhece-se a miniatura da escola de Chartres em que o criador, com o compasso na mão, se põe a fazer uma terra perfeitamente esférica. Não se pode dizer que a arte imita a natureza, uma vez que antes da criação não há nada. Era necessário, portanto, que o criador divino se tomasse a si mesmo por modelo. Sendo reconhecido o princípio geral pelo qual o efeito se assemelha à sua causa e, mais precisamente, a obra a seu autor, se é obrigado a concluir que a criação se assemelha ao criador:

Deus é a causa primeira exemplar de todas as coisas. Para se ter clareza disso é preciso considerar que um exemplar é necessário à produção de uma coisa para que o efeito assuma determinada forma. De fato, o artífice produz determinada forma na matéria por causa do exemplar que tem diante de si, seja ele um exemplar que se vê exteriormente, seja um exemplar concebido interiormente pela mente. Ora, é manifesto que as coisas produzidas pela natureza seguem uma forma determinada. Essa determinação das formas deve ser atribuída como a seu primeiro princípio, à sabedoria divina, que pensou a ordem do universo consistente na disposição diferenciada das coisas. Portanto, é preciso dizer que na sabedoria divina estão as razões de todas as coisas, que acima chamamos de “idéias”, isto é, formas exemplares existentes na mente divina. Embora sejam múltiplas conforme se referem às coisas, não se distinguem da essência divina, uma vez que da semelhança com Deus podem participar diversas coisas de modos variados. Assim, Deus é o primeiro exemplar de tudo. (P1,Q44,A3)

Embora seja aproximativa, a comparação do Artista divino com um artesão desta terra em trabalho de criação é por si mesma altamente evocativa. E mais ainda porque não se pensaria nela numa primeira abordagem, porque é a Trindade que está na origem desta obra de arte que é o mundo, e vimos que cada Pessoa aí participa conforme lhe é próprio segundo a ordem das processões. Se é assim, nova conclusão se impõe: encontrar-se-á necessariamente uma semelhança, um “traço” (vestigium) da Trindade em todas as criaturas e não somente no homem. Apoiado em Santo Agostinho, Tomás não teme afirmá-lo, mas distingue duas maneiras pelas quais um efeito pode se assemelhar à sua causa, como vestígio ou como imagem.

Retomaremos a imagem no capítulo seguinte, mas a doutrina do vestígio é muito rica. Fala-se de vestígio ou de traço quando o efeito representa a causalidade do agente que a produz, mas não sua forma; assim a fumaça ou a cinza evocam o fogo, mas não o reproduzem: “O vestígio mostra que alguém passou por ali, mas não nos diz quem é”. Ele, no entanto, nada é, e isso basta para Tomás assegurar que

em todas as criaturas encontra-se uma representação da Trindade à maneira de vestígio, na medida em que se encontra nelas alguma coisa que deve necessariamente referir às Pessoas divinas como à sua causa… Com efeito, enquanto substância criada, ela representa sua causa e seu princípio, e assim mostra a pessoa do Pai, que é um princípio que não tem princípio. Enquanto ela tem certa forma e espécie, representa o Verbo, pois a forma da obra de arte provém da concepção do artífice. Enquanto ordenada a outros, representa o Espírito Santo como Amor, pois a ordenação de um efeito a algo distinto provém da vontade do criador.(P1,Q45,A7)

Para apoiar esses exemplos cuja inspiração encontra em Agostinho, Tomás se refere com ele à tríade célebre do livro da Sabedoria (11, 21), segundo a qual Deus regulou todas as coisas com número, peso e medida; “a medida se refere à substância de uma coisa limitada a seus próprios elementos, o número à espécie e o peso à ordem”. Segundo ele, poder-se-ia facilmente reduzir a essa tríade muitas explicações propostas por diferentes pensadores, mas ele evita levar muito longe o espírito do sistema até querer encontrá-la por toda a parte. Basta que um ou outro desses elementos esteja presente para que, mantida a Trindade pela fé, seja possível proceder a esse tipo de apropriações.

Santo Tomás explicou muitas vezes essa distinção fundamental entre imagem e vestígio; sem nos deter muito, é preciso sublinhar o interesse espiritual dessa doutrina. Que Deus seja assim reconhecível em seus vestígios na criação é evidentemente o ponto de partida das vias que demonstram a existência de Deus, mas é também permitido entender “reconhecer” no sentido de “confessar”, e, então, se abre o caminho para o louvor e a admiração. Seguindo o salmista, Tomás sabe que os céus cantam a glória de Deus, e ele não é nem o primeiro nem o único. Com Santo Agostinho sobretudo, ao qual remete, mantém que “as criaturas são como palavras que exprimem o único Verbo divino”. Sem ter o brilho de Agostinho e o lirismo de são João da Cruz, que ele também explora, partilha a convicção e a expressa com a sobriedade de seu carisma próprio: “O mundo inteiro não é outra coisa que uma vasta representação da Sabedoria divina concebida no pensamento do Pai”. A preocupação legítima e necessária de definir o estatuto exato desse conhecimento de Deus com base na criação levou muitas vezes a segundo plano entre seus discípulos o sentimento de admiração extasiada que arrebata o crente à vista de todos esses sinais da Trindade, mas nada impede ler o Mestre dessa maneira.



Fonte: Jean-Pierre Torrel, OP, Santo Tomás de Aquino – Mestre Espiritual, Edições Loyola, 2ª ed.

segunda-feira, 14 de março de 2011

COMO VENCER AS TENTAÇÕES

Como vencer as tentações

No decorrer dos anos, a palavra tentação foi sendo ridicularizada. Hoje, se alguém falar em
tentação é capaz de ser tachado como fanático, ignorante ou careta. Mas entender como vencer esse mal é assunto crucial para qualquer pessoa que realmente deseja ser cada dia mais parecido com Cristo. Não é tarefa fácil. Acredito até que por nós mesmos seja impossível. Mas existe alguém que, se permitirmos que faça morada em nosso coração, vencerá qualquer tentação por nós. Este alguém é Jesus Cristo.

Cada um de nós enfrenta dificuldades espirituais em algum campo de nossa vida. E, às vezes, só nós sabemos quais são elas, porque normalmente as escondemos. O mundo prega que para você ser feliz precisa fazer tudo que tiver vontade. “Faça o que o seu coração manda”, esse é um dos piores conselhos que alguém pode dar ou receber, porque de acordo com a Palavra de Deus, seguir nosso próprio coração é cavar a própria cova, pois, por natureza, o coração do homem é corrupto e enganoso.

** A NATUREZA HUMANA

Romanos 8:7 e 8: "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser, portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus."

O que a palavra diz aqui é que você e eu, quando nascemos, já temos inclinação para o pecado. Isso porque um dia o homem se permitiu dar ouvidos ao maior enganador de toda História, o pai da mentira: Satanás. E, por conseqüência disso, o pecado entrou no mundo e hoje todos temos parte nele. É claro que uma criança, quando nasce, não pode ter pecados, mas bastam alguns meses de vida para essa inclinação começar se manifestar.

O maior problema de qualquer ser humano é lutar contra sua própria natureza. O apóstolo Paulo entendeu bem a força desta frase quando disse, em Romanos 7:19: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço."

** TENTAÇÃO É PECADO?

Tendo consciência de que todos nascemos com inclinação para o mal e para o pecado, não é de extrema importância cuidarmos com o que está entrando em nossa mente? Tentação não é pecado. O próprio Jesus foi por diversas vezes tentado, mas Se manteve firme, não porque tinha poder como Filho do Rei, mas porque mantinha um íntimo e profundo relacionamento com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra. Não podemos controlar os pensamentos que nos vêm à mente. As tentações podem surgir sem avisar; o que não podemos é alimentar aquilo que não presta.

Como dizem, não podemos impedir que um passarinho rodeie nossa cabeça, mas podemos impedi-lo de fazer ninho ali. É assim com as tentações. Não podemos evitar que elas apareçam, mas podemos evitar que elas façam parte do nosso viver.

** TENTAÇÕES PERSONALIZADAS

Tenho que admitir que Satanás é um "cara" muito esforçado. Ele faz de tudo para alcançar a excelência profissional; trabalha 24 horas em sua grande "fábrica" para conquistar seu maior objetivo: fazer você cair!

As tentações são personalizadas. Satanás produz uma série delas, e cada uma vem com um rótulo, com o meu e com o seu nome. Ele sabe bem onde eu e você somos fracos e usa isso contra cada um de nós. Ele não vai perder tempo em enviar uma tentação contra a qual você é forte. Mas vai se esforçar grandemente para colocar em sua vida situações que o façam quebrar o relacionamento com Deus.

** FRAQUEZAS DIFERENTES

Cada um de nós possui uma fraqueza espiritual diferente. Cada um sabe exatamente o ponto que o faz cair. Não podemos, então, julgar um irmão que caiu em determinada situação, só porque nós provavelmente não cairíamos naquilo. Ele, com certeza, é mais forte que você em outra área. Nenhum de nós está em condições de apontar o dedo para o outro, porque todos temos as nossas fraquezas.

** RECEITAS PARA VENCER AS TENTAÇÕES

Deus nos deu receitas infalíveis para vencermos as tentações. Se seguirmos corretamente o uso e a dosagem do remédio que o Senhor preparou, com toda certeza seremos curados de qualquer enfermidade espiritual.

Primeira receita: não procure coisas erradas

Efésios 5:11: "E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as." Paulo alerta sobre a importância de não nos contaminarmos com coisas que não venham de Deus. Não é preciso ser teólogo ou grande estudioso das Escrituras Sagradas para saber se você está fazendo coisas erradas. Uma criança tem noção de quando comete um erro. Deus está dizendo para que você não procure coisas erradas.

Segunda receita: guarde os Dez Mandamentos

Provérbios 10:8: "O sábio de coração aceita os mandamentos, mas o insensato de lábios ficará transtornado." Os Dez Mandamentos não estão na Bíblia para enfeitá-la. São para uso de todos aqueles que desejam ter vida em abundância. A Lei de Deus é perfeita e santa, é justa e traduz todo Seu amor por cada um de nós.

Terceira receita: alimente sua mente com coisas boas

Filipenses 4:7 e 8: "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." A lição que podemos tirar aqui é em relação ao conteúdo com que temos preenchido nossa mente: Com quem estamos conversando? A quem você tem dado ouvidos? Que músicas você tem escutado? Que tipo de literatura tem tomado seu tempo? O que seus olhos têm assistido? Do que e com que você está alimentando sua mente? Essas são perguntas que você deve refletir em seu íntimo.

Quarta receita: Ore, ore, ore

1 Tessalonicences 5:17: "Orai sem cessar." Isso significa ter a mente ligada a Deus 24 horas. Consultá-Lo sempre que precisar tomar uma decisão ou resolver alguma questão. Ter uma atitude de oração é perguntar a Deus o que Ele quer lhe ensinar com tal circunstância; tentar imaginar o que Jesus diria a você em determinada situação e pedir sempre a Deus que Ele seja a sua força.

Quinta receita: abrir o coração

Filipenses 2:13: "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade." A Bíblia está afirmando que Deus é quem opera em você o querer e o efetuar. Isso quer dizer que é preciso que você abra o coração, dê oportunidade a Deus para Ele agir em sua vida - assim o seu efetuar/agir será resultado daquilo que Deus quer. Convide Jesus para que habite todos os dias em seu coração.

Sexta receita: não dê ouvidos a quem dúvida da Palavra de Deus

Gênesis 3:1: "Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" A cena relata o encontro da serpente (Satanás) com Eva. O que interessa aqui, propriamente, não é o diálogo, mas a razão pela qual Eva estava dando ouvidos àquela serpente. Creio que talvez possa ter surgido uma dúvida no coração dela quanto ao que Deus havia ordenado. Talvez tenha duvidado da palavra de Deus... Talvez estivesse curiosa para saber se haveria algo por trás da ordem que Ele lhes dera. Eva abriu espaço para que houvesse uma conversa, mesmo após a serpente ter colocado em dúvida a ordem divina.

Sétima receita: esqueça o passado

Filipenses 3:13 e 14: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim. Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." Paulo nos aconselha a esquecer o passado. Creio realmente que essa seja uma poderosa arma, pois se olharmos para trás, veremos o inimigo de Deus com dedo acusador pronto para nos fazer cair novamente. Esqueça o passado, aprenda com os erros, apegue-se às promessas de Deus e siga em frente, confiante que Ele será sua força contra qualquer tentação que atravessar seu caminho.

Satanás quer que nos desviemos do nosso alvo, que é a vida eterna ao lado de Jesus. Portanto, é extremamente importante que você seja uma pessoa focada nas verdades bíblicas, uma pessoa racional. Deposite nas mãos de Deus todas as suas esperanças. Se você olhar para trás, verá Satanás o acusando dos erros do passado e fazendo de tudo para você cair novamente; mas se olhar para frente, verá o Filho de Deus de braços abertos, pronto para recebê-lo como você está.

** REMÉDIO DE DEUS

1 Coríntios 10:13: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." Se você quer vencer suas tentações, peça a Deus para ser sua força. Ele oferece remédio para todo filho que clama de joelhos pedindo a cura. Quer ser você um vencedor? Anote as receitas que Deus, seja um "hipocondríaco" e tome diariamente os remédios que Deus disponibiliza para você. Tenha certeza de que quando a doença quiser manifestar os primeiros sintomas, você estará resistente a eles e será uma pessoa sempre sadia.

Nunca se esqueça de que Deus nos dá absolutamente tudo, se fizermos a simples escolha de viver por Ele.

(Graciela Rodrigues, jornalista em São Paulo)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SÃO VALENTIM-AUDÁCIA

Dia de São Valentim para um Invencível!
Por: FILIPE RESENDE



Olá, Invencível! O Dia de São Valentim, também chamado dos Namorados, está aí! Vão ser milhões as cartas e as mensagens SMS trocadas com quem se gosta, ou talvez nem tanto. Por vezes «curte-se», mas o amor nem sempre existe.

É provável que sintas vergonha por não teres um «amor secreto» a quem enviar a tua mensagem!

Há quem aproveite a data para se declarar, assinando simplesmente «O teu Valentim»!

Como começou esta tradição? E porquê neste dia e não outro? O que é que se celebra?



Tradição secular

Segundo alguns, as raízes do Dia de São Valentim mergulham na celebração de uma festa dos romanos: a celebração da Lupercalia, a 15 de Fevereiro. Durante cerca de 800 anos, os romanos dedicaram o dia ao deus Lupercus. Na festa, o rapaz e tirava a sortes o nome de uma rapariga com quem namoraria durante esse ano.

O Papa Gelasius I, que não gostava deste costume nem dos excessos sexuais cometidos pela maioria dos jovens pares, «baptizou» a tradição. A partir daí, o sorteio passou a ter o nome de santos que, tirado à sorte, serviria de exemplo de vida e veneração para os jovens. O patrono do sorteio passou a ser São Valentim em vez de Lupercus.

Mas há outras versões. Na Europa da Idade Média existia a convicção de que era nesta época que os pássaros escolhiam os seus pares. Por isso, o dia era dedicado ao amor. Para celebrar a festa, escreviam-se cartas de amor e enviavam-se pequenos presentes às pessoas amadas.



Quem foi São Valentim?

Há muitas teorias acerca da identidade de São Valentim. Mas nenhuma parece ser totalmente satisfatória.

Há quem jure que São Valentim era um padre que viveu durante o Império Romano. Teria ajudado os primeiros cristãos perseguidos. Por isso, foi preso e decapitado a 14 de Fevereiro.

Outros acham que São Valentim era bispo católico e que foi morto por decapitação durante a perseguição dos romanos aos primeiros cristãos.

Outra tradição faz de São Valentim um padre que casava secretamente jovens pares, contra um decreto real. O rei teria proibido os jovens de casar cedo para os obrigar a fazer o serviço militar. São Valentim não concordava com essa lei e arriscava a vida, abençoando o amor dos jovens casais através do sacramento do matrimónio.

Qualquer que seja a verdade sobre São Valentim, uma coisa parece certa: o amor está intimamente ligado a um gesto concreto, um gesto a alguém que amamos. Parece que o sentimento só não chega!

Durante séculos, a Igreja celebrou a memória de São Valentim a 14 de Fevereiro, mas em 1969 suspendeu-a. A vida e a história de São Valentim são confusas e pouco claras e a Igreja propõe-se recordar pessoas concretas com uma vida de exemplo para imitarmos.



A celebração da nossa capacidade de amar

Quer-me parecer que, afinal, aquilo que deveremos ter em atenção e dar importância neste dia é mesmo a celebração de algo bonito e maravilhoso: a nossa capacidade de amar alguém. Esta é uma das provas de que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, tal como nos relata a Bíblia no Livro do Génesis (Gn. 2,26-28).

Podemos saber pouco sobre Deus. Mas temos uma certeza: Deus é amor! E criou-nos para amar. Por isso, Deusviu que a sua criação foi muito boa (Gn. 2, 31)!

Temos, assim, a grande responsabilidade de usar esta boa e bonita capacidade para fazer os outros felizes, sabendo que são amados e amadas por nós. Uma capacidade que vai muito para além do simples «curtir» com o namorado ou a namorada. A possibilidade de fazermos alguém feliz, porque lhe dizemos e mostramos o nosso amor.



Gestos de amor para o Dia de São Valentim

Foi com o objectivo de fazer alguém sentir-se amado que, no ano passado, a comunidade católica de S. José, na Inglaterra, celebrou o Dia de São Valentim de uma forma diferente. Percorreu alguns lares de idosos e centros de doentes de Alzheimer, distribuindo a cada pessoa um pequeno arranjo de flores. Um gesto simples, mas que revela um grande amor por pessoas que, de outra forma, talvez não se recordassem sequer da data.

Ora aí está uma actividade digna de um Invencível! Não poderias tu organizar e fazer com os teus amigos um gesto a uma pessoa idosa ou marginalizada para lhe mostrar que Deus também a ama através de vocês?

Feliz Dia de São Valentim. Deixa-te amar, amando os outros!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

PRIMEIRO MANDAMENTO-AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS


Primeiro Mandamento - Amar a Deus sobre todas as coisas
Catecismo da Igreja Católica - 2008/11/08

O PRIMEIRO MANDAMENTO:
EU SOU O SENHOR TEU DEUS NÃO TERÁS
OUTRO DEUS ALÉM DE MIM

442. Que implica a afirmação: «Eu sou o Senhor teu Deus» (Ex 20,2)?

Implica, para o fiel, guardar e praticar as três virtudes teologais e evitar os pecados que se lhes opõem. A fé crê em Deus e rejeita o que lhe é contrário, como, por exemplo, a dúvida voluntária, a incredulidade, a heresia, a apostasia e o cisma. A esperança é a expectativa confiante da visão bem-aventurada de Deus e da sua ajuda, evitando o desespero e a presunção. A caridade ama a Deus sobre todas as coisas: são rejeitadas portanto a indiferença, a ingratidão, a tibieza, a acédia ou preguiça espiritual e o ódio a Deus, que nasce do orgulho.

443. Que implica a Palavra do Senhor: «Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto» (Mt 4,10)?

Implica adorar a Deus como Senhor de tudo o que existe; prestar-lhe o culto devido individual e comunitariamente; rezar-lhe com expressões de louvor, de ação de graças, de intercessão e de súplica; oferecer-Lhe sacrifícios, sobretudo o sacrifício espiritual da nossa vida, em união com o sacrifício perfeito de Cristo; e manter as promessas e os votos que Lhe fizermos.

444. Como é que a pessoa realiza o próprio direito de prestar culto a Deus na verdade e na liberdade?

Todo o homem tem o direito e o dever moral de procurar a verdade, em especial no que se refere a Deus e à sua Igreja, e, uma vez conhecida, de a abraçar e guardar fielmente, prestando a Deus um culto autêntico. Ao mesmo tempo, a dignidade da pessoa humana requer que, em matéria religiosa, ninguém seja forçado a agir contra a própria consciência nem seja impedido de agir em conformidade com ela, dentro dos limites da ordem pública, privada ou publicamente, de forma individual ou associada.


445. Que proíbe Deus ao ordenar: «Não terás outros deuses perante Mim» (Ex 20,2)?

Este mandamento proíbe:

- o politeísmo e a idolatria, que diviniza uma criatura, o poder, o dinheiro, e até mesmo o demônio;
- a superstição, que é um desvio do culto devido ao verdadeiro Deus, e que se expressa nas várias formas de adivinhação, magia, feitiçaria e espiritismo;

- a irreligião, expressa no tentar a Deus com palavras ou atos, no sacrilégio, que profana pessoas ou coisas sagradas sobretudo a Eucaristia, e na simonia, que pretende comprar ou vender realidades espirituais;

- o ateísmo, que nega a existência de Deus, fundando-se muitas vezes numa falsa concepção de autonomia humana;

- o agnosticismo, segundo o qual nada se poder saber de Deus, e que inclui o indiferentismo e o ateísmo prático.

446. Ao dizer: «não farás para ti qualquer imagem esculpida» (Ex 20,3) proíbe-se o culto das imagens?

No Antigo Testamento, este mandamento proíbe representar o Deus absolutamente transcendente. Porém, a partir da Encarnação do Filho de Deus, o culto cristão das imagens sagradas é justificado (como afirma o segundo Concílio de Nicéia, de 787), porque se funda no Mistério do Filho de Deus feito homem, no qual Deus transcendente se torna visível. Não se trata duma adoração da imagem, mas de uma veneração de quem nela é representado: Cristo, a Virgem, os Anjos e os Santos.

(Compendio do Catecismo da Igreja Católica - Questões 442 a 446)

Arautos do Evangelho

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO


O ministro é um servidor de Jesus na comunidade!
Empresta seus pés e dispõe-se a caminhar em nome de Jesus e da comunidade até ao irmão doente e leva-lhe o Pão da Vida! É responsabilidade da comunidade dar atenção primeira aos mais necessitados fazendo chegar até eles a força do Pão Vivo, a Eucaristia.
Através do Sacramento, a vida do homem, passa a ter novo sentido! A vida nos reserva momentos e situações que sem a iluminação da fé, não conseguimos compreender.
Sem a força do Pão Vivo da Eucaristia, temos dificuldades em aceitá-los e, sem a certeza de que em Cristo todo o sofrimento e morte tornam-se nova vida e libertação, não conseguimos caminhar.
Por isto, iluminados pela fé e fortalecidos pelo Pão da Eucaristia, seguimos com coragem o caminho de Cristo.
O ministro é um servidor e com esta consciência cristã ajuda, em nome de Deus e da comunidade de fé, no trabalho junto aos doentes.

Missão do Ministro Extraordinário da Comunhão:

O Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão tem por objetivo suprir uma necessidade da igreja, atribuindo ao ministro extraordinário o desempenho das seguintes atividades:

A – Distribuir a Sagrada Comunhão aos outros fiéis, quando necessário, durante a Santa Missa.

B – Levar a Santa Eucaristia aos hospitais, residenciais, asilos, leprosários, e onde a caridade cristã exigir a sua presença, tendo sempre em vista as seguintes considerações:
1. Confortar o doente ou um incapacitado com a receção do Sacramento da Sagrada Comunhão
2.Estabelecer contato com os familiares.
3.Inteirar-se da situação económica e vida cristã da família, oferecendo, na medida do possível, a solução adequada aos problemas constatados.
3.Proporcionar aos doentes e seus familiares o conforto cristão.
4.Preparar o doente para a recepção dos Sacramentos da confissão e da Unção dos Enfermos.
5.Procurar despertar o interesse de todos os membros da família do assistido para que participem da celebração.
6.Atender também aos idosos, mesmo não sendo doentes.
7.Visitar as famílias, em outras circunstâncias,para uma conversa amiga ou leitura da Palavra e orações.
C – Presidir o culto eucarístico na ausência do sacerdote.

D – Irradiar sempre que oportuno, a mensagem da Palavra de Deus por ocasião das visitas, ou no ambiente comunitário, de forma evangelizadora.
E – Aproveitar o tempo de velório para uma adequada celebração dando um sentido cristão à morte.
F – Formar a comunidade cristã através da Palavra de Deus, despertar-lhe a fé e prepará-la para celebração eucarística.
G – Expor e repor o Santíssimo Sacramento, nos termos do CAN 943, na ausência e permissão do Pároco.
H – Participar ativamente da festa de Corpus Christi, congressos eucarísticos e semanas eucarísticas.
I – Zelar pela dignidade do culto eucarístico e de tudo que lhe diz respeito.

Os ministros extraordinários deverão ajudar-se mutuamente e confraternizar-se entre si, tanto no plano espiritual como no plano material.


Oração do MINISTRO EXTRAORDINÁRIO DA SAGRADA C OMUNHÃO

Senhor Jesus, tu me deste a graça de ser ministro e servo de teu Corpo abençoado. Quantas vezes levo o calor de tua visita aos doentes da minha comunidade e distribuo teu Corpo aos homens e mulheres famintos na hora da celebração da missa.

Tenho muita alegria em ser teu servidor e poder encontrar pessoas simples e pobres, doentes e idosas esperando a visita reconfortadora de teu amor.

Que eu seja digno servidor, que eu possa ter sempre na minha vida esta atitude de serviço e de dom que transpareceram tão belamente em tua trajetória humana. Hoje ainda, na glória, no mistério do sinal do Pão, tu te entregas aos homens e te serves de minhas mãos e de minha vida para fazer-te oferenda

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DIA DO SENHOR:SÁBADO OU DOMINGO?


DOUTRINA: DIA DO SENHOR SÁBADO OU DOMINGO?
QUAL O DIA DA SEMANA DEVEMOS GUARDAR: O SÁBADO OU O DOMINGO?


Por Carlos Martins Nabeto
Fonte: Agnus Dei
I - O SÁBADO NO ANTIGO TESTAMENTO:

"Sábado" provém do hebraico "Shabath", que significa "repouso, cessão". O vocábulo "Shabath" também pode ser relacionado com o vocábulo "Sheba'", que significa "sete". Assim, o sábado bíblico nada mais é que um dia de descanso observado a cada sete dias.

Na Bíblia, o sábado se prende ao ritmo sagrado da semana, que se encerra com um dia de repouso e de culto a Deus (cf. Os 2,13; 2Rs 4,23; Is 1,13; Ex 20,8; 23,12; 34,21).

O sábado deveria ser observado por diversas razões: por questões humanitárias (cf. Ex 23,12; Dt 5,12-14), por ser sinal de distinção com relação aos outros povos (cf. Ez 20,12.30; Ex 31,13-17), por ser um dia que não poderia ser profanado pelo trabalho (Ez 22,8) e por ser legislação sacerdotal, já que Deus teria descansado no 7º dia (cf. Gn 1,1-2.4a; Ex 30,8-11; 31,17).

O sábado era um dia festivo (cf. Os 2,13; Is 1,13), no qual não podia haver compras, vendas ou trabalhos no campo (cf. Am 8,5; Ex 34,21). Era também proibido acender fogo (Ex 35,3), recolher lenha (Nm 15,32) e preparar alimentos (Ex 16,23). Até mesmo a guarda do palácio era reduzida (2Rs 11,5-9)... Os fiéis iam ao santuário (Is 1,12s), após uma convocação santa (Lv 23,3), ofereciam sacrifícios (Nm 28,9-10) e renovavam o pão da proposição (Lv 24,8; 1Cr 9,32) ou simplesmente aguardavam a visita de um profeta (2Rs 4,23). Após o exílio babilônico, a observância do sábado foi radicalizado: Neemias agiu com energia para garanti-lo (Ne 13,15-22), as viagens foram proibidas (Is 58,13) assim como o transporte de cargas (Jr 17,19-27). Na época macabéia, a observância era tão cega que muitos se deixaram matar sem oferecer resistência (1Mc 2,37-38; 2Mc 6,11-12; 15,1-2). Finalmente, na época de Jesus, os fariseus elaboraram verdadeira "casuística" quanto ao sábado: 39 tipos de trabalho eram proibidos (entre eles colher espigas [Mt 12,2], carregar fardos [Jo 5,10], etc). Os médicos somente podiam atender os doentes em perigo iminente de morte (motivo pelo qual se opuseram a Jesus, que curava aos sábados - cf. Mt 12,9-13; Mc 3,1-5; Lc 6,6-10; 13,10-17; 14,1-6; Jo 5,1-16; 9,14-16)... os essênios chegaram ao absurdo de proibirem a defecação no sábado!!!

II - NOVO TESTAMENTO: O DIA DO SENHOR

Enquanto Jesus viveu entre nós, observou a Lei e frequentou as Sinagogas onde aproveitou para pregar o Evangelho.

Jesus sempre repreendeu o rigorismo dos fariseus, já que estes, muitas vezes, tornavam-se hipócritas. Desta forma, Jesus colocou a caridade acima da observância do sábado (Mt 12,10-14; Lc 13,10-17; 14,1-6; Jo 5,8-18), usando o conhecidíssimo bordão: "O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado" (Mc 2,27). Com estas palavras, o Senhor quis afirmar que o sábado era um meio para o homem alcançar a união com Deus e não um fim em si mesmo. Por isso, declarou que era o Senhor do Sábado (Mc 2,28) e foi incriminado pelos doutores da Lei (Jo 5,9), ao que respondeu que nada mais fazia senão imitar o Pai que, mesmo entrando em repouso após ter criado o mundo, continuou a governá-lo e também os homens (Jo 5,17).

Se, no princípio, os discípulos observaram o sábado para pregar o evangelho nas sinagogas (At 13,14; 16,13; 17,2; 18,4) logo se deram conta que a Nova Lei havia superado a Antiga. São Paulo sempre lutou contra a infiltração de idéias judaizantes, sobretudo quando escreve "que ninguém vos critique por questões de alimentos ou bebidas ou de festas, luas novas e sábados. Tudo isto não é mais do que a sombra do que devia vir. A realidade é Cristo. (Cl 2,16-17; v.tb. 2Cor 5,17). Os cristãos, então, passaram a realizar seus cultos no dia seguinte ao sábado, isto é, no domingo, dia em que o Senhor Jesus ressuscitou (alias "domingo" vem de "domini dies", isto é, "Dia do Senhor"). Diversas são as provas bíblicas da observância do domingo: Jo 20,22-23.26; At 2,2; At 20,7-16; 1Cor 16,1-2; Ap 1,10. Repare-se bem que esse era o dia em que os cristãos se reuniam! Dessa forma, a perspectiva cristã sempre enxergou o antigo sábado dos judeus como uma figura, da mesma forma que outras instituições do AT.

"Pelo repouso do sábado os israelitas comemoravam o repouso (figurado) de Deus após haver criado o mundo e o homem. Ora, com a ressurreição de Cristo, a primeira criação tornou-se prenúncio e figura da segunda criação ou da nova criação do gênero humano que se deu quando Cristo venceu a morte e apareceu como novo Adão. Era justo, portanto, ou mesmo necessário, que os cristãos passassem a observar, como Dia do Senhor ou como sétimo dia e dia de repouso (sábado), o dia da ressurreição de Cristo" (d. Estevão Bettencourt, "Diálogo Ecumênico, p.250). A própria carta aos Hebreus acentua a índole figurativa do sábado, afirmando que o repouso do sétimo dia era apenas uma imagem do verdadeiro repouso que fluiremos na presença de Deus (cf. Hb 4,3-11).

III - A TRADIÇÃO CRISTÃ
Fora da Bíblia, inúmeros são os testemunhos que comprovam a santificação do domingo pelos primeiros cristãos: Didaqué [~96 dC] (Did. 14,1), Plínio [séc.II dC] (governador da Bitínia - Ad Traj. X,96,7), Sto. Inácio de Antioquia [~100 dC] (Magn. 9,1), S. Justino Mártir [153 dC] (1Apol. 67,3,7), Constituições Apostólicas [séc. III]...
Logo, ao contrário do que costumeiramente se afirma, o domingo não foi instituído no séc IV, mas é observado - como bem documenta a Palavra de Deus e a Sagrada Tradição - desde o período apostólico.
IV - CONCLUSÃO
Como vimos, a palavra "shabath" significa "repouso" e "sete". Ora, os cristãos em geral - com exceção dos adventistas e batistas do sétimo dia - observam o repouso do domingo a cada sete dias, de forma que não estão em contradição com o 3º Mandamento.

A Nova Aliança ultrapassou a Antiga. A própria Bíblia documenta a celebração do culto cristão no domingo, como vimos. A Tradição dos dois primeiros séculos também testemunham a observância do domingo entre os cristãos e não mais o sábado. Observemos que o NT faz mais 100 referências positivas ao Decálogo, nenhuma porém quanto à observância restrita do sábado.

Se existem cristãos que - em franca contradição com a maioria absoluta - ainda observam o sábado, isso diz respeito ao espírito judaizante que invocam, espírito esse condenado pelo Apóstolo: "Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo" (2Cor 5,17; v.tb., quanto ao sábado, Cl 2,16-17). Devemos, assim, compreender que o sábado, como dia santificado, foi um sinal entre Deus e Israel, ou seja, uma obrigação restrita aos judeus.

Finalmente: Cristo se auto-declarou como "Senhor do Sábado" (tendo, portanto, poder sobre ele); Jesus ressuscitou num domingo; o Espírito Santo veio sobre a Igreja num domingo; os apóstolos se reuniam aos domingos; os cristãos antes do Período Constantiniano (séc. IV) se reuniam aos domingos; os cristão pós-Constantinianos também se reuniam aos domingos; todos os cristãos atuais (católicos, ortodoxos e protestantes - com exceção dos adventistas e batistas do 7º dia) ainda observam o domingo... Como duvidar que o domingo não foi instituído divinamente? Temos todos os testemunhos que precisávamos: Bíblia, Tradição e Magistério; temos a palavra final: Domingo é o Dia do Senhor!

Faço minhas as palavras do pe. Arthur Betti: "Vale mais um domingo [dia em que Cristo ressuscitou] do que todos os sábados sem ressurreição, sem a verdadeira libertação"! ("O que o Povo Pergunta?", p.169). A vitória de Cristo é a nossa vitória!
* * *
"Reúnam-se no dia do Senhor [= dominica dies = domingo] para partir o pão e agradecer, depois de ter confessado os pecados, para que o sacrifício de vocês seja puro" (Didaqué 14,1 - primeiro catecismo cristão, escrito no séc. I, mais precisamente no ano 96 dC).




Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).
Para citar este artigo:
NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: QUAL DIA DA SEMANA DEVEMOS GUARD QUAL DIA DA SEMANA DEVEMOS GUARDAR: O SÁBADO OU O DOMINGO?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PALAVRA DE VIDA PARA O MÊS DE JANEIRO 2011-FOCOLARES


«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» [Act 4, 32]. (1)


Esta Palavra apresenta um da-queles quadros literários (vedi também 2, 42; 5, 12-16), nos quais o autor dos Actos dos Apóstolos nos faz conhecer, em linhas gerais, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Esta era caracterizada por uma extraordinária frescura e dinamismo espiritual, pela oração e pelo testemunho, mas, sobretudo, por uma grande unidade: o sinal que Jesus indicara como distintivo inconfundível e fonte da fecundidade da sua Igreja.

O Espírito Santo era concedido no Baptismo a todos os que recebiam a Palavra de Jesus. Sendo espírito de amor e de unidade, fazia de todos os crentes uma coisa só com o Ressuscitado e entre eles, ultrapassando todas as diferenças de raças, de culturas e de classes sociais.

«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».

Mas vejamos mais detalhadamente os aspectos desta unidade.

Em primeiro lugar, o Espírito Santo realizava entre os crentes a unidade dos corações e do pensamento, ajudando-os a vencer todos os sentimentos que a dificultam, na dinâmica da comunhão fraterna.

De facto, o maior obstáculo à unidade é o nosso individualismo e o apego às nossas ideias, aos pontos de vista e gostos pessoais. É com o nosso egoísmo que se constroem as barreiras com que nos isolamos e excluímos aqueles que são diferentes de nós.

«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».

Além disso, a unidade realizada pelo Espírito Santo reflectia-se necessariamente na vida dos crentes. A unidade de pensamento e de coração encarnava-se e exprimia-se numa solidariedade concreta, mediante a partilha dos próprios bens com os irmãos e as irmãs que passavam necessidades. Justamente porque era autêntica, não tolerava que na comunidade alguns vivessem na abundância, enquanto faltava o necessário a outros.

«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».

Como podemos viver a Palavra de Vida deste mês? Ela sublinha a comunhão e a unidade, tão recomendadas por Jesus. Para as podermos realizar, Ele deu-nos o seu Espírito.

Se ouvirmos a voz do Espírito Santo, procuraremos, portanto, crescer nesta comunhão a todos os níveis. Antes de mais, a nível espiritual, vencendo as sementes de divisão que trazemos dentro de nós. Seria, por exemplo, um contra-senso querermos estar unidos a Jesus e, ao mesmo tempo, estarmos divididos entre nós, comportando-nos de uma forma individualista, indo cada um por sua conta, julgando-nos ou até excluindo-nos uns aos outros. É preciso, portanto, uma renovada conversão a Deus que nos quer unidos.

Por outro lado, esta Palavra ajudar-nos-á a compreender cada vez melhor a contradição que existe entre a fé cristã e o uso egoístico dos bens materiais. Ajudar-nos-á a realizar uma verdadeira solidariedade com todos aqueles que passam necessidades, embora dentro das nossas possibilidades.

Além disso, sendo este o mês em que se celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, esta Palavra impulsionar-nos-á a rezar e a reforçar os nossos laços de unidade, de amor e de comunhão com os nossos irmãos e irmãs pertencentes às várias Igrejas, com quem temos em comum a única fé e o único espírito de Cristo, recebido no Baptismo.


Chiara Lubich

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1) Palavra de Vida, Janeiro de 1994, publicada em Città Nuova, 1993/24, pp. 34-35

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

BAUTISMO DEL SEÑOR

Estamos apagando el Espíritu?
03.01.11 12:04. Archivado en Fiestas
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Aunque el relato evangélico habla de la inmersión de Jesús en el Jordán, lo decisivo no es este bautismo de agua que recibe de manos del Bautista, sino la acogida del Espíritu que el Padre envía sobre él.Según la mentalidad bíblica, este Espíritu hace vivir a Jesús desde el aliento vital de Dios, lleno de su amor y su fuerza creadora, entregado a liberar, transformar y potenciar la vida. Por eso, los primeros seguidores de Jesús lo recordaban como un Profeta que, "ungido por Dios con el Espíritu Santo..., pasó la vida haciendo el bien". Este es el Espíritu que ha de alentar a quienes siguen sus pasos.
La crisis religiosa de nuestros días se está extendiendo con tal radicalidad que la indiferencia está afectando ya a los mismos creyentes. Los indicios son cada vez más inquietantes. Hay analistas que denuncian el "ateísmo interior" que está diluyendo la fe de algunos que se dicen cristianos.

La Iglesia no es un "espacio inmunizado". Hay practicantes que de hecho no cuentan con Dios. Pueden pasar tranquilamente sin él. Dios no estimula su vida ni inspira su comportamiento. Viven una religión vacía de comunicación con Dios. En la práctica, Dios no existe para ellos. Sin advertirlo, se están instalando en la "cultura de la ausencia de Dios".

¿Vamos a permanecer pasivos ante esta extinción progresiva de la verdadera fe incluso dentro de nuestros hogares y comunidades? ¿No nos estamos haciendo cada vez más indiferentes a la indiferencia religiosa que parece invadirlo todo? ¿No ha llegado el momento de reaccionar?

Tal vez, lo primero es tomar conciencia de que somos nosotros mismos los que podemos estar apagando el Espíritu dentro de la Iglesia con nuestra ceguera y pasividad. Movidos por el instinto de conservación, corremos el riesgo de dedicarnos a conservar el pasado quizás porque nos resulta más cómodo que vivir en permanente conversión, abiertos a la creatividad del Espíritu.

Seguramente, hemos de cuidar más nuestro modo de relacionarnos con Dios, evitando formas superficiales y vacías, vividas sólo desde lo exterior, y que pueden ser formas de huir de su Misterio santo más que caminos para situarnos ante él en espíritu y en verdad.

Parece más necesario que nunca promover esa "participación plena, consciente y activa en las celebraciones litúrgicas", que el concilio Vaticano II urge "con deseo ardiente", pues considera que es "la fuente primaria y necesaria de donde han de beber los fieles el espíritu verdaderamente cristiano". Revitalizar la celebración es reavivar la fe.

José Antonio Pagola

9 de enero de 2011
Bautismo del Señor (A)
Mateo 3, 13-17

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

FILHOS, PORQUÊ TÊ-LOS?











Home » Formações à favor da vida » Filhos, por que tê-los?

Filhos, por que tê-los?
Incluído por: admin em: 3 julho, 2010 // No Comment

Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais.


Vitor Hugo disse que “Um lar sem filhos é como uma colméia sem abelhas”; acaba ficando sem a doçura do mel.
Certa vez, o Papa Paulo VI declarou que: “A dualidade de sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus, e, como Ele, nascente da vida”. Isto é, doando a vida, o casal humano se torna semelhante a Deus Criador. Pode haver missão mais nobre e digna do que esta na face da terra?

Alguém afirmou, certa vez, com muita razão, que “A primeira vitória de um homem foi ter nascido”. Nada é tão grande e valioso neste mundo como o homem. A Igreja ensina que “Ele é a única criatura que Deus quis por si mesma” (GS,24). O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “A Igreja quer manter-se livre diante dos sistemas opostos para optar só pelo homem”. E “O homem é a via da Igreja”.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) ensina que o amor do casal é criador, por vontade de Deus:

“A fecundidade é um dom, um fim do matrimônio, porque o amor conjugal tende a ser fecundo. O filho não vem de fora acrescentar-se ao amor mútuo dos esposos; surge no próprio âmago dessa doação mútua, da qual é fruto e realização. A Igreja ‘está ao lado da vida’, e ensina que qualquer ato matrimonial deve estar aberto à transmissão da vida” (CIC, 2366 ).

E o Catecismo ensina que o casal é chamado a participar do poder criador de Deus e de sua paternidade: “Chamados a dar a vida, os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus. Os cônjuges sabem que, no ofício de transmitir a vida e de educar – o qual deve ser considerado como missão própria deles – são cooperadores do amor de Deus criador” (CIC, 2367).

Ao falar do “dom do filho”, o Catecismo também afirma:

“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC, 2373; GS, 50,2). E conclui: “Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).

Será que acreditamos de fato nessas palavras da Igreja? Ou será que “escapamos pela tangente”?

Temos de reconhecer que se estabeleceu também entre nós católicos uma cultura “antinatalista”. Hoje impera a enganosa mentalidade de “quanto menos filhos melhor”; e o mundo já está pagando caro por este erro. Todos os países da Europa estão com a taxa de natalidade abaixo do mínimo necessário para se manter o número de habitantes. E os governos lançam incentivos para os casais se reproduzirem porque a população envelhece…

Por outro lado, a Igreja sempre ensinou o valor incomensurável da vida. O Salmo 126 diz: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. E “Feliz o homem que assim encheu sua aljava (…)” (Sl 126, 3-5).

Acreditamos ainda nessas palavras?

O amor é essencialmente dom. São Tomás de Aquino dizia que “O bem é difusivo” (Suma Teológica, I, q. 5, a.4, ad 1). Em outras palavras: ou o amor se doa ou então morre. E, para o casal, a maior doação é a da vida do filho. Quanto mais o amor do casal se multiplica, mais cresce o seu amor.

Santo Irineu (†202) resumia em poucas palavras toda a grandeza do homem: “O homem vivo é a glória de Deus” (Contra as heresias IV, 20,7).

O Papa João Paulo II declarou na Exortação Apostólica Familiaris Consortio” (FC) que: “A tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (FC, 28).

“O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (Gaudium et Spes (GS),50; Humanae vitae (HV),11; FC,29).

O mesmo Sumo Pontífice afirmou ainda: “Alguns se perguntam se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores. Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida. Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (FC, 30).

Muitos têm medo de não educar bem os filhos; mas, com Deus, é possível educá-los; basta que o casal se ame, crie um lar saudável e viva para os filhos, com todas as suas forças e com toda dedicação. O resto, Deus fará. Faça do seu filho um Homem… Isso basta.

Há hoje uma mentira muito difundida de que a limitação da natalidade é o remédio necessário e “indispensável” para sanar todos os males da humanidade. Não é verdade que o desenvolvimento depende do controle da natalidade; se fosse verdade a China não cresceria tanto.

Não há civilização que possa se sustentar sobre uma falsa ética, que destrói o ser humano ou que “impede o seu existir”. É ilógico, desumano e contra a Lei de Deus afirmar que para salvar a humanidade seja necessário sacrificá-la em parte.

O renomado historiador francês, e professor da Universidade de Sorbonne, Pierre Chaunu, na entrevista que deu à revista VEJA, de 11.07.84, sob o título “A Caminho do Desastre”, declarava que “Estamos no limiar de um mundo de velhos” e que a humanidade corre o risco de ver a “implosão da espécie humana”.

O relatório intitulado “Estado da População Mundial”, em 1987, da ONU, afirmou: “Depois da revolução verde, da biotecnologia, não se duvida mais que haja condições para acabar com a fome no mundo” (Folha de São Paulo, 15/06/87). E afirmou também: “Há 453 milhões de toneladas de trigo, arroz e grãos estocados em todo o mundo, e os agricultores dos Estados Unidos e da Europa Ocidental são pagos para não produzir”. Não há falta de meios para a humanidade existir, falta sim amor.

É urgente resgatar entre os casais cristãos o valor do filho e da prole como uma “bênção de Deus”, o que só se pode rejeitar por razões sérias; jamais por comodismo, medo ou egoísmo. Os casais cristãos estão devendo ao mundo uma resposta sobre esta questão; afinal, o maior de todos os valores é a vida. E não há trabalho mais digno e sublime do que gerar e bem educar seres humanos, os filhos de Deus.

De que o nosso mundo hoje mais precisa é de homens e mulheres com vocação autêntica para pais e mães. Chega de crianças “órfãs” de pais e mães vivos!

Deus não nos pede nada além de nossas forças: “O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem de fora de teu alcance (…) Mas esta palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir” (Dt 30, 11-14).

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
 
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