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sexta-feira, 15 de julho de 2011

SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES



A jovem que hoje a Igreja glorifica com o titulo de Santa é um profeta de Deus para os homens e mulheres do nosso tempo. Teresa de Jesus dos Andes põe-nos diante dos olhos o testemunho vivo do Evangelho, encarnado até às últimas exigências na sua própria vida.
Ela é, para a humanidade, prova indiscutível de que a chamada de Cristo à santidade é actual, possível e verdadeira. Ela ergue-se diante de nós para demonstrar que a radicalidade do seguimento de Cristo é o único que vale a pena e o único capaz de fazer-nos felizes.
Teresa dos Andes, com a eloquência duma vida intensamente vivida, confirma-nos que Deus existe, que Deus é amor e alegria, que é a nossa plenitude.
Nasceu em Santiago do Chile a 13 de Julho de 1900. No Batismo foi-lhe dado o nome de Joana Henriqueta Josefina dos Sagrados Corações Fernández Solar. Familiarmente era conhecida, e é-o ainda hoje, pelo nome de Juanita.
Joana recebeu a sua formação escolar no colégio das Irmãs francesas do Sagrado Coração. Uma curta e intensa história passada entre a família e o colégio. Aos catorze anos, movida por Deus, já ela se decidiu a consagrar-se a Ele como religiosa, em concreto, como carmelita descalça.
Este seu desejo veio a realizar-se a 7 de Maio de 1919, quando entrou no pequeno mosteiro do Espírito Santo na povoação de Los Andes, a cerca de 90 kms de Santiago.
Vestiu o hábito de carmelita no dia 14 de Outubro desse mesmo ano, iniciando assim o noviciado com o nome de Teresa de Jesus.
Tinha intuído, havia muito, que morreria jovem. Melhor, o Senhor tinha-lho revelado, como comunicou ao confessor um mês antes da sua partida para Ele.
Assumiu este anúncio com alegria, serenidade e confiança, certa de que na eternidade continuaria a sua missão de fazer conhecer e amar a Deus.
Após muitas tribulações interiores e indizíveis padecimentos fisicos, causados por um violento ataque de tifo que lhe consumiu a vida, passou deste mundo para o Pai no entardecer do dia 12 de Abril de 1920. Tinha recebido com sumo fervor os santos sacramentos da Igreja e no dia 7 de Abril fez a profissão religiosa em artigo de morte. Faltavam-lhe ainda três meses para completar os 20 anos de idade e 6 para terminar o noviciado canónico e poder emitir juridicamente os votos religiosos. Morreu, portanto, sendo noviça carmelita descalça.
Esta é a trajetória externa desta jovem chilena de Santiago. Desconcerta e desperta em nós uma grande interrogação: Mas, que fez ela de importante? Para tal pergunta, uma resposta igualmente desconcertante: viver, crer, amar.




"SÓ JESUS É BELO, SÓ ELE PODE ALEGRAR-ME. CHAMO-O; CHORO POR ELE, PROCURO-O DENTRO DE MINHA ALMA. DESEJO QUE JESUS ME TRITURE INTERIORMENTE PARA QUE EU ME TORNE UMA HÓSTIA PURA ONDE ELE POSSA REPOUSAR. QUERO SER SEDENTA DE AMOR PARA QUE OUTRAS ALMAS POSSUAM ESTE AMOR. QUE EU MORRA ÁS CRIATURAS E A MIM MESMA PARA QUE ELE VIVA EM MIM." (Diário e cartas, Los Andes, 1983)

quinta-feira, 24 de março de 2011

SANTA CATARINA DA SUÉCIA ROGAI POR NÓS


Catarina foi ao mesmo tempo filha, discípula e companheira inseparável da mãe, Santa Brígida, a maior expressão religiosa feminina da história da Suécia. Nascida num berço nobre e cristão, Catarina nasceu em 1331 e recebeu educação e cultura com sólida base religiosa. Aos sete anos de idade, foi entregue às Irmãs do convento de Risberg, que souberam desenvolver totalmente sua vocação, cristalizando os ensinamentos cristãos que já vinha recebendo desde o berço.

Mas, circunstâncias políticas e sociais fizeram com que a jovem tivesse que se casar com um nobre da corte, Edgar, que além de fervoroso cristão era doente. Assim, decidiu aceitar o voto de castidade que Catarina fizera e ele mesmo resolveu adota-lo, vivendo tranqüilos como irmãos. Quando Edgard, ficou paralítico, Catarina passou a cuidar dele com todo carinho e generosidade.

Por ocasião da morte do pai de Catarina, sua mãe Brígida resolveu se voltar totalmente para a vida religiosa, iniciando-a com uma romaria aos túmulos dos apóstolos, em Roma. Pouco tempo depois Catarina conseguiu a autorização do marido para encontrar-se com a ela. Mas, quando estavam em Roma receberam a notícia da morte de Edgard. Então, ambas fizeram os votos e vestiram o hábito de religiosas e não se separaram mais. Catarina ajudou e acompanhou todo o trabalho de caridade e evangelização desenvolvido pela mãe. Fundaram juntas o duplo mosteiro de Vadstena, na Suécia, do qual Brígida foi abadessa, criando a Ordem de São Salvador, cujas religiosas são chamadas de brigidinas.

Catarina, como sua assistente, seguiu-a em todas as viagens perigosas, em seu país e no exterior, sendo muita vezes salvas por um cervo selvagem que sempre aparecia para socorrer Catarina. Foi após uma peregrinação à Terra Santa, que Brígida veio a falecer, em Roma. Catarina acompanhou o corpo de volta para a Suécia e foi recebida com aclamação popular, junto com os restos mortais da mãe, que já era venerada por sua santidade.

Os registros relatam mais fatos prodigiosos, ocorridos com a nova abadessa, pois Catarina foi eleita sucessora da mãe no convento. Eles contam que alguns pretendentes queriam que ela abandonasse os votos e o hábito depois a morte de Edgard. Um, mais audacioso, ao tentar atacá-la, teria ficado cego e só recuperado a visão depois de se ajoelhar aos seus pés e pedir perdão, quando abriu os olhos viu ao lado de Catarina um cervo selvagem. Por isso, nas suas representações sempre há um cervo junto dela.

Entretanto, a rainha-mãe Brígida, depois de falecida passou a operar prodígios, segundo muitos devotos e peregrinos que afirmavam ter alcançado graças por sua intercessão. Por isso, a pedido do povo e das autoridades da corte, a abadessa Catarina foi a Roma requerer do Sumo Pontífice a canonização da mãe, em nome da população do seu país. Alí viveu por cinco anos, interna de um convento onde ficaram registrados sua extrema disciplina, o senso de caridade e a humildade com que tratava os doentes e necessitados.

Catarina, quando voltou para a Suécia, já era portadora de grave enfermidade, talvez pelas horas de duras penitências que praticava. Tinha cinqüenta anos de idade quando faleceu, no dia 24 de março de 1381.

O papa Inocente VIII, confirmou o culto de Santa Catarina da Suécia, em 1484. Mas o seu culto já era muito vigoroso em toda a Europa, uma vez que segundo a população romana ela teria salvado
a cidade da inundação do rio Tevere cuja cheia já havia derrubado os diques que o continham

terça-feira, 15 de março de 2011

SANTA CATARINA Da SUÉCIA

segunda-feira, 14 de março de 2011

SANTA BRÍGIDA DA SUÉCIA, ROGAI POR NÓS


Santa Brígida da Suécia, fundadora da ordem do Santíssimo Salvador
Os santos são os justos do céu, que praticaram a virtude em grau heróico durante sua vida mortal.

Deus confirmou a santidade de sua vida e a sua glória por meio de milagres.

Só a autoridade suprema da Igreja pode canonizar, isto é, declarar santo a um de seus filhos.

Quando morre alguma pessoa, que viveu com piedade e santidade extraordinárias, diz-se que morre em odor de santidade e chama-se Servo de Deus.

A veneração e invocação pública dos que morreram são proibidas, antes que o Papa declare sua santidade.

Mas, si estamos convencidos de que uma pessoa viveu santamente e está no céu, podemos privadamente venerá-la, honrar sua imagem e pedir sua intercessão.

Neste caso o Servo de Deus chama-se:

Venerável, quando o Papa deu o decreto aprovando todas as suas virtudes como praticadas em grau heróico;

Bem aventurado, quando o Papa dá o decreto de beatificação, declarando que o Servo de Deus está no céu;

Santo, quando o Papa o canoniza, isto é, agrega seu nome ao catálogo dos Santos.

Aos Bem-aventurados pode-se prestar culto em toda parte.

É justo e louvável venerar e invocar os Santos. Deus os cumulou de graça e de glória e são nossos protetores no céu.

A honra que tributamos aos Santos, redunda em honra do mesmo Deus.

Deus quer que honremos aos Santos; por isto, se apraz em conceder-nos graças especiais por sua intercessão.

Deus é quem concede as graças; os Santos são nossos intercessores.

A oração aos Santos, embora muito louvável e útil, não é obrigatória.

Jesus Cristo é o único mediador necessário perante seu Eterno Pai; os Santos pedem pelos merecimentos e em nome de Jesus Cristo.

O culto dos Santos é mui diverso daquele que se presta a Deus.

A Deus se presta o culto de latria, isto é, a adoração propriamente dita, como Ser Supremo e Senhor de todo o Universo.

Aos Anjos e Santos presta-se o culto de dulia, isto é, uma veneração especial como servos fidelíssimos de Deus.

A Santíssima Virgem se presta o culto de hiperdulia, isto é, uma veneração superior a de todos os Anjos e Santos, por ser Mãe de Deus

terça-feira, 8 de março de 2011

SÃO JOÃO DE DEUS


São João de Deus -
Pintura de Bartolomé Esteban Murillo.
Santo
Nascimento 8 de Março de 1495 em Montemor-o-Novo, Portugal
Falecimento 8 de Março de 1550 em Granada, Espanha
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 21 de Setembro de 1630 por: Papa Urbano VIII
Canonização 16 de Outubro de 1690 por: Papa Alexandre VIII
Festa litúrgica 8 de Março
Padroeiro: Hospitais, doentes e enfermeiros
Portal dos Santos

São João de Deus, de seu nome João Cidade (Montemor-o-Novo, 8 de Março de 1495 – Granada, 8 de Março de 1550) é um santo da Igreja Católica Romana que se distinguiu na assistência aos pobres e aos doentes, através de um hospital por si fundado em Granada, em 1539. João Cidade foi o fundador dos Irmãos Hospitaleiros.



João Cidade deixou Montemor-o-Novo aos 8 anos de idade e dirigiu-se a Oropesa onde foi pastor de ovelhas. Alistou-se no exército e tomou parte na conquista de Fuenterabia, então ocupada pela França. Ao abandonar a vida militar, voltou ao ofício de pastor em Oropesa, Sevilha, Ceuta e Granada.

Em Granada ouviu os sermões do padre São João de Ávila e ficou tão impressionado e exaltando o seu espírito religioso, confessou publicamente todos os erros da sua vida passada e para mais clara demonstração do seu arrependimento, andou percorrendo a cidade ferindo o peito com pedras, e manchando o rosto com lama. Devido ao seu estado lastimoso foi dado como louco e internado num hospício, onde permaneceu muitos anos.

Com um espírito mais sereno, para o qual contribuiu o padre São João de Ávila, João Cidade saiu do Hospício, e foi visitar o Mosteiro de Guadalupe, voltando depois para Granada onde fundou em 1539 um Hospital para doenças contagiosas e incuráveis. Daí em diante dedicou-se ao serviço deste Hospital. Fundou assim a ordem dos Irmãos Hospitaleiros, a qual foi confirmada, debaixo da regra de Santo Agostinho, pelo Papa Pio V em 1 de Janeiro de 1571.

João Cidade foi beatificado pelo Papa Urbano VIII em 28 de Outubro de 1630 e canonizado em 16 de Outubro de 1690, pelo Papa Alexandre VIII, sendo no entanto a sua Bula expedida após a sua morte, pelo seu sucessor Papa Inocêncio XII

São João de Deus , é o padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos enfermeiros. A sua memória litúrgica é celebrada a 9 de Março.
wikipédia

segunda-feira, 7 de março de 2011

SANTAS PERPÉTUA E FELICIDADE, ROGAI POR NÓS


Santa Perpétua & Santa Felicidade
Perpétua é também conhecida como Vivian Perpétua
Nascida de família nobre pagã.Convertida ao cristianismo. Esposa e mãe. Martirizada com sua criada e amiga, também convertida, Santa Felicitas( no Brasil: Felicidade). No século passado sua historia era tão popular que Santo Agostinho chegou a advertir aos cristãos que lessem também as Sagradas Escrituras.
Elas foram martirizadas para renunciarem a sua fé e oferecerem sacrifícios aos deuses pagãos. Como recusassem, foram atiradas as bestas mas milagrosamente as feras não a atacaram e o pro-consul encarregado do martírio, furioso, ordenou que fossem degoladas, em 7 de março de 203DC, em Cartago, Norte da África.
“Por duas vezes ela recusou o pedido de seu pai para renunciar a sua fé. Quando enviada ao tribunal seu filho foi tomado dela, mas milagrosamente ele não precisou mais do leite materno e o peito de Perpétua não ficou inflamado por causa dela não estar mais amamentando e secou normalmente. Ela rezava pelo seu irmão que não tinha sido batizado e isto de certa forma atesta a antiguidade da crença no Purgatório.

Ela e Felicitas foram acoitadas e foram dilacerados por um leopardo e um urso, mas não foram mortas. As mulheres foram despidas, mas os seus corpos dilacerados ofenderam a multidão no anfiteatro, e elas foram novamente vestidas. Perpétua em seguida foi atirada a uma vaca feroz e depois foi Felicitas, mas a vaca não a atacou.

O carrasco então veio com a espada para a degola, mas quando se aproximou de Perpétua, sua primeira tentativa falhou, errando seu pescoço e em seguida por várias outras vezes errou.
Ela então disse que iria guia-lo para o seu golpe fatal. Assim a multidão viu que ela não poderia ser morta a não ser que aceitasse, e este milagre converteu centenas de espectadores conforme o historiador contemporâneo Euzebius”.



Elas foram incluídas no Calendário Romano e no Syriaco. Foram sepultadas na Basílica de Majorum em Cartago.

Se alguém desejar ler o original recomendamos o autêntico escrito por Santa Perpétua como seu diário.A tradução completa para o inglês da “ Paixão de Perpetua” Passio pode ser encontrada em “Saints are not sad pp.7-18 de Shedds.

Na arte litúrgica da Igreja Perpétua e Felicitas são representadas por duas jovens; ou 2) como duas jovens e duas vacas; ou 3) com um machado.

Como os bois bravos não as atacaram elas são consideradas padroeiras do gado bovino.
Sua festa é celebrada no dia 7 de março
.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SÃO TEOTÓNIO, ROGAI POR NÓS

São Teotónio
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

São Teotónio (D. Telo) (Ganfei, Valença, 1082 - Coimbra, 18 de Fevereiro de 1162) foi um religioso português do século XII, tendo sido canonizado pela Igreja Católica.

Formado em teologia e filosofia em Coimbra e Viseu, tornou-se prior da Sé desta última cidade em 1112. Foi em peregrinação a Jerusalém, e ao regressar quiseram-lhe oferecer o bispado de Viseu, o que recusou.

Tornou-se um dos aliados do jovem infante Afonso Henriques na sua luta contra a mãe, Teresa de Leão, dizendo a lenda que teria chegado a excomungá-la. Mais tarde, seria conselheiro do então já rei Afonso I de Portugal.

Entretanto, foi de novo em peregrinação à Terra Santa, onde quis ficar; regressou porém a Portugal (1132), desta feita a Coimbra, onde foi um dos co-fundadores, juntamente com outros onze religiosos, do Mosteiro de Santa Cruz (adoptando a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho), do qual se tornou prior. Esta viria a ser uma das mais importantes casas monásticas durante a Primeira Dinastia.

Em 1152, renunciou ao priorado de Santa Cruz; em 1153 Alexandre IV quis fazê-lo bispo de Coimbra, o que uma vez mais recusou.

Morreu em 18 de Fevereiro de 1162, que é ainda hoje o dia em que é celebrado pela Igreja Católica. Foi sepultado numa capela da igreja monástica que ajudou a fundar, mesmo ao lado do local onde o primeiro rei de Portugal se fez sepultar.

Em 1163, um ano depois da sua morte, o Papa canonizou-o; São Teotónio tornava-se assim o primeiro santo português a subir ao altar, sendo recordado sobretudo por ter sido um reformador da vida religiosa nessa Nação nascente que então era Portugal; o seu culto foi espalhado pelos agostinianos um pouco por todo o Mundo. É o santo padroeiro da cidade de Viseu e da respectiva diocese; é ainda padroeiro da vila de Valença, sua terra natal. É também o Santo que dá nome a um colégio situado em Coimbra, chamado Colégio de São Teotónio.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SANTA MARIANA ROGAI POR NÓS


Também conhecida como Santa Mariana de Paredes e Santa Mariana de Quito

Nasceu em Quito em 31 de Outubro de 1618 .Filha de Don Girolando Flores Zenel de Paredes ,um nobre de Toledo e D. Mariana Cranobles de Xaramilo. Diz a tradição que o seu nascimento teria sido acompanhado de um fenômeno celestial incomum. Ela ficou órfã muito nova e foi criada pela irmã mais velha e seu cunhado. Mariana era um jovem piedosa com um forte devoção a Maria. Ela foi milagrosamente salva da morte várias vezes .

Atraída para a vida religiosa aos 10 anos fez os votos de pobreza, castidade e obediência. Ela inicialmente desejava ser uma freira Dominicana, mas em vez disto se tornou uma eremita na casa de sua irmã e sua vida mudou a tal ponto que exceto a para ir a igreja, não saia de casa. Dada a forte e severa austeridade ela pouco dormia, orava horas a noite, só comia 250 gramas de pão seco ao dia e as vezes ficava até oito dias sem comer nada, se alimentando somente da Eucaristia, a qual recebia diariamente, na Comunhão.

Entrava em êxtases e tinha o dom da profecia, via a distancia, lia mentes e corações, curava vários doentes apenas com o Sinal da Cruz ou com um pequeno respingo de água benta e pelo menos uma vez ela trouxe uma pessoa de volta a vida.

Durante os terremotos de 1645 e as enevitáveis epidemias em Quito ela publicamente em oração, se ofereceu como vitima para a cidade e morreu logo após. Imediatamente após sua morte nasceram lírios brancos de seu sangue e as epidemias desapareceram milagrosamente. A Republica do Equador a declarou oficialmente " heroina nacional".

Ela faleceu em 26 de maio de 1645 e foi beatificada em 10 de novembro de 1853 pelo Papa Pio IX e foi canonizada em 1950 pelo Papa Pio XII

É padroeira dos órfãos e pessoas doentes e é a padroeira de Quito.

Sua festa é celebrada no dia 26 de maio.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SÃO VALENTIM, ROGAI POR NÓS

São Valentim
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Vitral com Valentinus e seus discípulosSão Valentim, (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim. O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.

Durante o governo do imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem invisual, Asterias, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.

Dia dos Namorados
O dia 14 de fevereiro, festa do santo, é considerado, em muitos países, como o dia dos namorados

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SANTA ESCOLÁSTICA,ROGAI POR NÓS

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SANTA JOSEFINA BAKHITA


Muitas vezes as vias de Deus são incompreensíveis aos olhos humanos. Mas Ele sabe como conduzir as almas e os acontecimentos para realizar Seu plano
de amor e salvação.

» Uma escravidão providencial
» Padecimentos no cativeiro » Proteção amorosa de Deus
» A mudança para a Itália » O encontro ...
» Uma inesperada decisão ... » A entrega definitiva a Deus
» Submissão até o fim



Dotada de um caráter fácil e submisso, com uma marcada propensão para fazer o bem aos outros, a pequena descendente da tribo dos Dagiu dava, desde a mais tenra infância, mostras de ser uma predileta de Deus .

Certa vez, estando com uma amiga nas proximidades de sua aldeia, situada na região de Darfur, no oeste do Sudão, Bakhita deparou-se com dois homens que surgiram de improviso de trás de uma cerca. Um deles pediu-lhe que fosse pegar um pacote que esquecera no bosque vizinho e disse à sua companheira que podia continuar o caminho, pois ela logo a alcançaria. "Eu não duvidava de nada, obedeci imediatamente, como sempre fazia com a minha mãe" - narrou ela.1

Protegidos pela floresta e longe de qualquer testemunha importuna, os dois estrangeiros agarraram a menina e levaram-na à força com eles, ameaçando-a com um punhal. Sua ingenuidade, bem compreensível em seus oito anos, custara-lhe caro.

Contudo, eram essas as misteriosas vias da Providência, por meio das quais se realizariam os desígnios de Deus a seu respeito . Se tal fato não tivesse ocorrido talvez sua vida teria continuado na normalidade do convívio familiar, em meio aos afazeres domésticos e às práticas rituais do culto animista que professavam seus parentes. Provavelmente ela jamais conheceria a Fé Católica, e permaneceria submersa nas trevas do paganismo.


Uma escravidão providencial

Empurrada violentamente por seus raptores, foi levada para uma cruel e penosa escravidão .E embora ela o ignorasse, estava dando os primeiros passos que a conduziriam, à custa de sofrimentos atrozes, rumo à verdadeira liberdade de espírito e ao encontro com o grande Senhor a Quem já amava antes de conhecer.

Sim, desde muito pequena, Bakhita deleitava-se em contemplar o Sol, a Lua, as estrelas e as belezas da natureza, perguntando-se maravilhada:

"Quem é o patrão destas coisas tão bonitas? E sentia uma grande vontade de vê-lo, de conhecê-lo, de prestar-lhe homenagem".

Ensina São Tomás de Aquino que "uma pessoa pode conseguir o efeito do Batismo pela força do Espírito Santo, sem Batismo de água e até sem Batismo de sangue, quando seu coração é movido pelo Espírito Santo a crer e amar a Deus e a arrepender-se de seus pecados".2 É o que se chama Batismo "de desejo", ou "de penitência" . Apoiando-nos nessa doutrina, podemos supor que na alma admirativa da escrava sudanesa brilhava a luz da graça santificante, muito antes de ela receber o Batismo sacramental.

Para Bakhita, porém, apenas começara a terrível série de padecimentos que se prolongaria durante 10 anos. Tal foi o choque produzido em seu espírito pela violência do sequestro, que ela esqueceu-se até do próprio nome. Assim, quando foi interrogada pelos bandidos, não pôde pronunciar sequer uma palavra. Então um deles disse-lhe: "Muito bem . Chamar-te-emos Bakhita". Em sua voz havia um acento irônico, uma vez que este nome, em árabe, significa "afortunada

Padecimentos no cativeiro

Chegando a um povoado, Bakhita foi introduzida numa cabana miserável e trancada num quarto estreito e escuro, onde permaneceu durante um mês. "Quanto eu tenha sofrido naquele lugar, não se pode dizer com as palavras", escreveria ela mais tarde. Por fim, depois desses dias nos quais a porta não se abria senão para deixar passar um parco alimento, a prisioneira pôde sair, não para ser posta em liberdade, mas para ser entregue a um traficante de escravos que acabava de adquiri-la.

Bakhita haveria de ser vendida cinco vezes sucessivas, aos mais variados patrões, exposta nos mercados, presa pelos pés a pesadas correntes e obrigada a trabalhar sem descanso para satisfazer os caprichos de seus amos. Colocada a serviço da mãe e da esposa de um general, a jovem escrava ali enfrentou os piores anos de sua existência, como ela mesma descreve: "As chicotadas caíam em cima de nós sem misericórdia; de modo que nos três anos que estive a serviço deles, não me lembro de ter passado um só dia sem feridas, porque não havia ainda sarado dos golpes recebidos e recebia outros ainda, sem saber a causa. [...] Quantos maus tratos os escravos recebem sem nenhum motivo! [...] Quantas companheiras minhas de desventura morreram pelos golpes sofridos!".

Além desses e de outros tormentos, fizeram-lhe uma tatuagem que a obrigou a permanecer imóvel sobre sua esteira por mais de um mês . Bakhita conservou até o fim da vida 144 cicatrizes sobre o corpo, além de um leve defeito ao caminhar.

Certa vez, interrogada sobre a veracidade de tudo quanto fora contado a seu respeito, ela afirmou ter omitido em suas narrativas detalhes verdadeiramente espantosos, vistos apenas por Deus e impossíveis de serem ditos ou escritos. Entretanto, a mão do Senhor não a abandonou sequer um instante. Mesmo nos piores momentos, Bakhita sentia dentro de si uma força misteriosa que a sustentava, impelindo- a a comportar-se com docilidade e obediência, sem nunca se desesperar.


Proteção amorosa de Deus

Anos mais tarde, lançando um olhar sobre seu passado, reconhecia a intervenção divina nos acontecimentos de sua vida: "Posso dizer realmente que não morri por um milagre do Senhor, que me destinava a coisas melhores" . E a Ele manifestava sua gratidão: "Se eu ficasse de joelhos a vida inteira, não diria, nunca, o bastante, toda a minha gratidão ao bom Deus".

Prova dessa proteção amorosa de Deus, que a acompanhou desde a infância, foi a preservação de alma e de corpo na qual se manteve, mesmo em meio às torturas, sem que jamais sua castidade fosse atingida. "Eu estive sempre no meio da lama, mas não me sujei. [...] Nossa Senhora me protegeu, ainda que eu não A conhecesse . [...] Em várias ocasiões me senti protegida por um ser superior".

A mudança para a Itália

Em 1882, o general que a comprara teve de retornar à Turquia, seu país, e pôs à venda seus numerosos escravos Bakhita, fazendo jus a seu nome, logo despertou a simpatia do cônsul italiano Calixto Legnani, que se dispôs a adquiri-la. "Desta vez fui verdadeiramente afortunada, porque o novo patrão era bastante bom e começou a querer-me tanto bem".

Embora o cônsul não pareça ter-se esforçado em iniciar nas verdades da Fé a jovem escrava, durante os anos em que esta viveu em sua casa, este período foi para ela a aurora do encontro com a Igreja. Como católico que era, Legnani tratou Bakhita com bondade. Ali não havia castigos, pancadas, nem mesmo repreensões, e ela pôde gozar da doçura característica das relações entre aqueles que procuram cumprir os mandamentos da caridade cristã.

Ante o avanço de uma revolução nacionalista no Sudão, Calixto Legnani teve de voltar para a Itália. A pedido de Bakhita, levou-a consigo . Porém, chegados a Gênova, o cônsul cedeu a jovem sudanesa a seus amigos, o casal Michieli. Assim, ela passou a morar na residência desta família, em Mirano, na região do Veneto, tendo por encargo especial o cuidado da filha, a pequena Mimina.


O encontro com seu verdadeiro Patrão e Senhor

Estando ali, Bakhita recebeu de um amável senhor, que se interessara por ela, um belo crucifixo de prata: "Explicou-me que Jesus Cristo, Filho de Deus, tinha morrido por nós. Eu não sabia quem fosse [...]. Recordo que às escondidas o olhava e sentia uma coisa em mim que não sei explicar". Pouco a pouco, a graça foi trabalhando a alma sensível da ex-escrava africana, abrindoa para as realidades sobrenaturais que ela desconhecia.

Em sua Encíclica Spe Salvi, o Santo Padre Bento XVI assim descreve o milagre que se operou no interior de Bakhita: "Depois de ‘patrões' tão terríveis que a tiveram como sua propriedade até agora, Bakhita acabou por conhecer um ‘patrão' totalmente diferente - no dialeto veneziano que agora tinha aprendido, chamava ‘Paron' ao Deus vivo, ao Deus de Jesus Cristo. Até então só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia dizer que existe um ‘Paron' acima de todos os patrões, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Também ela era amada, e precisamente pelo ‘Paron' supremo, diante do qual todos os outros patrões não passam de miseráveis servos. Ela era conhecida, amada e esperada; mais ainda, este Patrão tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava à espera dela ‘à direita de Deus Pai'"


Uma inesperada decisão cheia de valentia

Mais sofrimentos ainda a aguardavam, embora de ordem muito diversa dos anteriormente suportados: Deus lhe pediria uma prova de sua entrega, de sua renúncia a tudo, em razão do amor a Ele, oferecida de livre e espontânea vontade.

Quando Bakhita, já instruída na Religião Católica pelas Irmãs Canossianas de Veneza, preparava-se para receber o Batismo, sua patroa quis levá- la de novo ao Sudão, onde a família Michieli resolvera fixar-se definitivamente . De caráter flexível e submisso, acostumada a se considerar propriedade de seus donos, revelou ela, naquela conjuntura, uma coragem até então desconhecida mesmo pelos seus mais próximos. Temendo que aquela volta pusesse em risco sua perseverança, negou-se a seguir sua senhora.

As promessas de uma vida fácil, a perspectiva de rever sua pátria, a profunda afeição a Mimina e a gratidão a seus amos, nada disso pôde mudar sua decisão de dar-se a Jesus Cristo para sempre. Bakhita mostrara-se sempre dócil a seus superiores. Agora manifestava de outra forma essa virtude, obedecendo mais a Deus do que aos homens (cf. At 4, 19). "Era o Senhor que me infundia tanta firmeza, porque queria fazer-me toda sua".


A entrega definitiva a Deus

Tendo saído vitoriosa dessa batalha, Bakhita foi batizada, crismada e recebeu a Eucaristia das mãos do Patriarca de Veneza, no dia 9 de janeiro de 1890. Foram-lhe postos os nomes de Josefina Margarida Afortunada . "Recebi o santo Batismo com uma alegria que só os Anjos poderiam descrever", narraria mais tarde.

Pouco depois, querendo selar sua entrega a Deus de maneira irreversível, solicitou seu ingresso no Instituto das Filhas da Caridade, fundado por Santa Madalena de Canossa, a quem devia sua entrada na Igreja . Na festa da Imaculada Conceição, em 1896, após cumprir seu noviciado com exemplar fervor, Josefina pronunciou seus votos na Casa-Mãe do Instituto, em Verona.

A partir daí sua vida foi um constante ato de amor a Deus, um dar-se aos outros, sem restrições, nem reservas . Ora encarregada de funções humildes, como a cozinha ou a portaria, ora enviada em missão através da Itália, a santa sudanesa aceitava com verdadeira alegria tudo quanto lhe ordenavam, conquistando a simpatia daqueles que a rodeavam, sem se cansar de dizer: "Sede bons, amai o Senhor, rezai por aqueles que não O conhecem".

Sobre o espírito missionário de Bakhita comenta Bento XVI em sua encíclica: "A libertação recebida através do encontro com o Deus de Jesus Cristo, sentia que devia estendê-la, tinha de ser dada também a outros, ao maior número possível de pessoas. A esperança, que nascera para ela e a ‘redimira', não podia guardá-la para si; esta esperança devia chegar a muitos, chegar a todos".4

Submissão até o fim

Por fim, após mais de 50 anos de frutuosa vida religiosa, durante os quais suas virtudes se acrisolaram no fogo da caridade, Bakhita sentiu a morte aproximar-se. Atacada por repetidas bronquites e pneumonias que foram minando sua saúde, suportou tudo com fortaleza de ânimo. Em suas últimas palavras, proferidas pouco antes de seu falecimento, deixou transparecer o gozo que lhe enchia a alma: "Quando uma pessoa ama tanto uma outra, deseja ardentemente ir para junto dela: por que, então, tanto medo da morte? A morte nos leva a Deus".

Em 8 de fevereiro de 1947, a Irmã Josefina recebeu os últimos Sacramentos, acompanhando com atenção e piedade todas as orações. Avisada de que aquele dia era um sábado, seu semblante pareceu iluminar-se e exclamou com alegria: "Como estou contente! Nossa Senhora, Nossa Senhora!" . Foram estas suas últimas palavras antes de entregar serenamente sua alma e encontrar-se face a face com o "Paron", que desde pequenina ansiava por conhecer.

Seu corpo, transladado para junto da igreja, foi objeto da veneração de numerosos fiéis, que durante três dias ali afluíram, desejosos de contemplar pela última vez a querida Madre Moretta, como era carinhosamente conhecida, que com tanta bondade os tratara sempre. Miraculosamente, seus membros conservaram- se flexíveis durante esse período, sendo possível mover seus braços para pôr sua mão sobre a cabeça das crianças.

Por este meio, Santa Josefina Bakhita revelava o grande segredo de sua santidade, refletido em seu próprio corpo. A via pela qual Deus a chamara fora a da submissão heroica à vontade divina e, para a posteridade, ela deixava um modelo a ser seguido. A humildade, a mansidão e a obediência transparecem em suas palavras, numa disposição verrdadeiramente sublime de sua alma: "Se encontrasse aqueles negreiros que me raptaram, e mesmo aqueles que me torturaram, ajoelhar-me-ia para beijar as suas mãos; porque, se isto não tivesse acontecido, eu não seria agora cristã e religiosa".

1 Salvo indicação em contrário, todas as citações entre aspas pertencem a DAGNINO, Ir. Maria Luísa, Bakhita racconta la sua storia. Trad . Cecília Maríngolo, Canossiana. Roma: Città Nuova, 1989. p. 38 .
2 Cf. Suma Teológica, III, q. 66, a.11 .
3 BENTO XVI, Carta Encíclica Spe Salvi, 30/11/2007, n. 3 .
4 BENTO XVI, Carta Encíclica Spe Salvi, 30/11/2007, n. 3

(Revista dos Arautos, Fev/2009, n. 86, p. 34 à 38)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

SANTA ÁGUEDA, ROGAI POR NÓS


Águeda de Catânia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Santa Águeda de Catânia

O martírio de Águeda, por Sebastiano del Piombo
Mártir
Nascimento 230-235 em Catânia, Sicília, Itália
Falecimento 5 de fevereiro de 251 ou 254 em Catânia
Veneração por Igreja Católica, Igreja Ortodoxa Oriental e Igreja Ortodoxa do Leste
Festa litúrgica 5 de Fevereiro
Padroeira seios, Águeda, Aschaffemburg, Carlão, Catânia, Le Fournet, Marcignago, Pesqueira, Prossedi, Sant'Agata di Militello, Santhià, Villalba del Alcor e Xèrica
Portal dos Santos

Santa Águeda foi uma virgem e mártir das tradições cristãs, padroeira de Catânia, filha de nobres cataneses, alegadamente viveu entre os séculos III e IV durante a dominação romana do pro-cônsul Quinciano e foi martirizada durante as perseguições de Décio o Diocleciano. Seu nome aparece no Cânon Romano já em tempos remotíssimos.

Águeda (em italiano e siciliano Agata) nasceu em Catânia. Alguns historiadores cristãos apontam seu ano de nascimento entre 230 e 235. Segundo a tradição cristã, Águeda consagrou-se a Deus com quinze anos de idade.

Depois de inúmeras tentativas de Quinciano para "corrompê-la", Águeda foi "encarcerada brevemente e depois torturada". Foi "chicoteada e seus seios foram arrancados com tenazes" mas, segundo a tradição, ela foi "curada" de seus ferimentos por São Pedro que a visitou na prisão. Por fim, Águeda foi submetida ao suplício de brasas ardentes e na noite seguinte, 5 de fevereiro de 251 (alguns sugerem o ano de 254), faleceu em sua cela.

Sua morte foi "seguida de um tremor de terra que abalou toda a cidade". Conta a tradição que "um ano após sua morte, o Etna teria entrado em erupção, despejando um mar de lava em direção a Catânia". Então os habitantes teriam "colocado um véu que cobria a sepultura de Ágata diante do fogo que parou imediatamente, poupando a cidade".

Santa Águeda é o nome da santa lembrada nas orações em que se pede proteção contra os terremotos. Sua festa litúrgica é celebrada aos 5 de Fevereiro.

[editar] As relíquias
As supostas relíquias da santa foram levadas a Constantinopla em 1040 por um general bizantino, em 1126 dois soldados (talvez franceses), Giliberto e Goselino, furtaram os restos mortais de Águeda, que foram entregue ao bispo Maurício no Castelo de Aci.

Em 17 de agosto de 1126, as "relíquias" voltaram ao duomo de Catânia, onde até hoje permanecem em nove relicários: cabeça e busto, mãos, braços, pés e pernas, as mamas e o Santo Véu

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

DOM BOSCO E OS JOVENS







DOM BOSCO E OS JOVENS


"No que diz respeito do bem da juventude em perigo, ou serve para ganhar almas para Deus, eu corro para a frente até à temeriade".

"Basta que sejais jovens para que eu vos ame. Aqui convosco, estou bem; a minha vida é mesmo estar convosco".

"Tudo quanto eu sou, é para vós. Não quero outra coisa que procurar o vosso bem moral, intelectual e físico. Por vós estudo, por vós trabalho, por vós vivo e por vós estou até disposto a dar a vida".

"Quero dar-te a fórmula da santidade. Primeiro: alegria. Segundo: deveres de estudo e de oração. Terceiro: fazer o bem aos outros".

"Está demonstrado que as melhores ajudas dos jovens são o sacramento da confissão e da comunhão".

"Confiai tudo a Jesus eucarístico e a Maria Auxiliadora e vereis o que são milagres".

"Não basta que os jovens sejam amados; devem saber que são amados. Quem sabe que é amado e quem é amado obtem tudo, especialmente dos jovens".

"Queremos formar bons cristãos e honestos cidadãos".

"Somente o cristão pode aplicar com sucesso o sistema preventivo. Ele funda-se na razão, na religião e no carinho".

"Não vos recomendo penitências e disciplinas, mas trabalho, trabalho, trabalho".

Procura fazer-te amar, mais do que fazer-te temer.

Dom Bosco e Nossa Senhora


"São estes os motivos que temos para sermos devotos de Nossa Senhora: Maria é a mais santa entre as criaturas, Maria é a Mãe de Deus, Maria é a nossa mãe".

"Quem confia em Maria nunca ficará desiludido".

"Maria quer a realidade e não a aparência".

Maria não deixa as coisas a meio".

"Maria é a nossa guia, a nossa mestra, a nossa mãe. "."

Maria Auxiliadora obteve e obterá sempre graças particulares, até extraordinárias e miraculosas, para aqueles que ajudam a dar educação cristã à juventude em perigo, com as obras, com o conselho, com o bom exemplo ou simplesmente com a oração".

"Maria santíssima sempre foi uma mãe para nós".

"Uma ajude forte para vós, uma arma potente contra as armadilhas do demónio, está, caros jovens, na devoção a Maria Santíssima".

"Maria garante-nos que se formos seus devotos, nos recolherá como seus filhos, nos cobrirá com o seu manto, nos encherá de bênçãos neste mundo para nos obter depois o Paraíso".

"Maria é mãe de Deus e nossa mãe; mãe poderosa e piedosa que deseja ardentemente encher-nos dos favores do céu".

"Estamos neste mundo como num mar tempestuoso, como num exílio, num vale de lágrimas. Maria é a estrela do mar, o conforto do nosso exílio, a luz que nos indica o caminho do céu enxugando as nossas lágrimas".

"Maria Santíssima protege os seus devotos em todas as necessidades mas especialmente na hora da morte".

" As mães da terra nunca abandonam os seus filhos. O mesmo faz Maria que tanto ama os seus filhos ao longo da vida; com que ternura, com que bondade nao irá ela protegê-los nos últimos instantes, quando a necessidade é maior".

"Amai, honrai, servi Maria. Procurai fazê-la conhecer, amar e honrar pelos outros. Nenhum filho que tenha honrado esta mãe morrerá e poderá aspirar a uma grande coroa no céu". "É quase impossível ir ter com Jesus se não se vai por meio de Maria ".

Dom Bosco e a Oração


"Quem reza ocupa-se da coisa mais importante de todas".

"A oração é uma companhia inseparável da vida cristã ".

"A oração é o primeiro alimento do espírito, como o pão é o alimento do corpo. Há que rezar com uma ilimitada esperança de ser ouvidos"

"Quem não reza não persevera na virtude. Santo Agostinho diz: "Quem aprende a rezar bem, aprende a viver bem".

"Quando rezares observa uma ordem nos pedidos: pede em primeiro lugar os bens espirituais, o perdão dos pecados, a luz para conhecer a vontade de Deus, a forla para te manteres na sua graça; depois pede a saúde física, a bênção para a tua família, o afastamento das desgraças e a segurança de um trabalho...".

"Enquanto jogais, nas conversas ou em outro passatempo, elevai algumas vezes a mente para o Senhor oferecendo-Lhe aquelas acções".

"A oração é para o sacerdote como a água para o peixe, o ar para o pássaro e a fonte para o cervo".

"A oração é como uma arma que devemos sempre ter pronta para nos defender no momento do perigo". - "A oração faz violência ao coração de Deus". - "É com a oração e o sacrifício que se prepara a acção". - "Em cada manhã entregai a Deus as ocupações do dia".

DOM BOSCO e O TRABALHO


"Procuramos trabalhar muito para fazer muito bem".

"O trabalho é a grande defesa da moralidade ".

"A oração: eis a primeira coisa; e com a oração, o trabalho. Quem não trabalha não tem direito a comer. ".

"Faço cada coisa como se fosse a última da minha vida. Trabalho como se devesse civer ainda por muitos anos".

"Trabalha e sofre por Deus que tanto trabalhou e sofreu por nós".

"Trabalha e sofre por Deus que tanto trabalhou e sofreu por nós".

"Santificai o trabalho com a recta intenção, com actos de unção ao Senhor e a Maria e fazendo-o o melhor que puderdes".

"Trabalhai mas sempre com a doçura de S. Francisco de Sales e com a paciência de Job".

"Ai de quem trabalha esperando ou louvores do mundo: o mundo é um mau pagador e paga sempre com ingratidão".

"O homem nasceu para trabalhar e só para trabalha com amor e assíduidade é leve a fatiga".

"O paraíso não foi feito para os preguiçosos". "Um pedaço de paraíso arranja tudo". "Com as obras de caridade fechamos as portas do inferno e abrimos o paraíso".

"Nas fadigas e nos sofrimentos não esqueçamos que temos um grande prémio preparado no céu". "Trabalha para o Senhor; o paraíso paga tudo".

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SANTA ÂNGELA DE MÉRICI, ROGAI POR NÓS


Santa Ângela de Mérici
27 do janeiro

A fundadora das ursulinas, primeira congregação feminina dedicada à educação, nasceu em 21 de março de 1470 no Desenzano, na Lombardia. Os pais da santa, mais piedosos que ricos, a educaram na fé cristã. Ambos morreram quando Ângela tinha 10 anos, que junto com seus dois irmãos se mudaram para a casa de um tio.

À idade de 25 anos voltou ao seu povoado natal. Ficou muito surpresa com a ignorância das crianças, a quem seus pais não podiam ou não queriam ensinar nem mesmo o catecismo mais elementar. Sentindo-se chamada a resolver este problema, decidiu falar com algumas amigas que de imediato decidiram seguir generosamente à santa. As boas mulheres lideradas por Ângela, começaram a reunir as meninas da cidade e educá-las sistematicamente. Logo, a obra começou a ter seus frutos, e Santa Ângela foi convidada a fundar outra escola em Brescia.

Por volta do ano de 1533, a santa começou a formar várias jovens seletas em uma espécie de noviciado informal. Doze dessas jovens foram viver com ela em uma casa nas proximidades da igreja de Santa Afra. Dois anos depois, 20 jovens se consagraram ao serviço a Deus e a santa as colocou ao serviço de Santa Úrsula, a padroeira das universidades medievais. Por isso, as filhas de Santa Ângela conservaram o nome de ursulinas. Em 25 de novembro de 1535 foi a data da fundação da Ordem das Ursulinas. As ursulinas se reuniam para ensinar e praticar a oração, executavam trabalhos que lhes eram encomendados e procuravam leva uma vida de perfeição na casa paterna.

Entretanto, apesar das mudanças, as ursulinas conservam até o dia de hoje a finalidade para a qual foram criadas: a educação das meninas, principalmente de meninas pobres. Nas primeiras eleições, a santa foi nomeada superiora e exerceu o cargo durante os últimos cinco anos de sua vida. A princípios de janeiro de 1540, caiu doente e morreu em 27 do mesmo mês. Em 1544, uma bula de Paulo III confirmou a Companhia de Santa Úrsula, e a reconheceu como congregação. Foi canonizada em 1807.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SÃO FÉLIX DE CANTALÍCIO, ROGAI POR NÓS


Hagiografia
São Félix de Cantalício: felicidade plena no despojamento

Durante quarenta anos o humilde capuchinho Frei Félix pediu esmolas para seu convento, tornando-se uma das mais queridas figuras da Cidade Eterna

Plinio Maria Solimeo

Era comum ver-se em Roma um espetáculo inusitado: São Félix ajoelhar-se para receber a bênção de São Felipe Néri e este ajoelhar-se ao mesmo tempo, pedindo a bênção de Frei Felix
Em nossa época de luta de classes e de revoltas sociais, é oportuno conhecer a vida de um Santo que nasceu, viveu e morreu na mais extrema pobreza, louvando sempre a Deus e cantando suas glórias. São Félix de Cantalício é um dos mais joviais e alegres Santos do Calendário. Tinha ele a perfeita alegria de servir a Deus na pessoa de seus superiores e irmãos, e, apesar de sua mortificação contínua, nunca perder o bom humor.

Família pobre, mas temente a Deus


Terceiro de uma família de cinco, Félix nasceu em Cantalício, pequeno povoado italiano do território de Cità Ducale, na província da Umbria. Seu pai, chamado Santo de Carato, e sua mãe, de nome Santa, eram pobres camponeses cuja única riqueza consistia em oferecer a seus filhos a Religião católica, que lhes ensinaram desde o berço.

Aos 12 anos, para diminuir uma boca na tão parca alimentação doméstica, Félix foi mandado trabalhar em Cità Ducale, na fazenda de um homem temente a Deus, que dele cuidava como se pertencesse à sua família. A infância e juventude de Félix podem ser resumidas nestas palavras: poucas letras, muito trabalho e muita oração.

Pastoreando o gado do patrão, Félix gravava uma cruz no tronco de alguma árvore e, de joelhos, rezava muitos terços. Aos poucos, guiado pelo Espírito Santo, começou a fazer meditação durante o trabalho, chegando à contemplação de Deus em suas obras. Dizia: "Todas as criaturas podem levar-nos a Deus, contanto que saibamos olhá-las com olhos simples".


Seus companheiros de infância, e depois de juventude, tanto o respeitavam que só se referiam a ele como São Félix. Em sua presença, nenhuma palavra menos pura, nenhuma brincadeira duvidosa, nenhum ato equívoco se praticava
. E todos se contagiavam com a alegria que ele irradiava ao seu redor, fruto de sua perfeita conformidade com a vontade de Deus.

Assistia à Missa diariamente e dedicava seu tempo livre à oração e às boas obras.

Acidente leva-o ao estado religioso

Nessa vida simples e inocente, viveu 28 anos. Um acidente, que pôs em risco sua vida, levou-o a decidir fazer-se religioso. Estava ele arando o campo com uma junta de bois, quando estes, assustando-se por algum motivo, voltaram-se contra ele, que caiu por terra, e passaram com o arado por cima dele. Quando se levantou sem nenhum arranhão, Félix viu naquilo um aviso de Deus e foi pedir admissão no mosteiro capuchinho da cidade.

O guardião que o atendeu, para certificar-se de sua vocação, descreveu as austeridades da Ordem com tintas muito carregadas. Félix replicou-lhe que, se na cela houvesse um Crucifixo, bastaria olhá-lo para suportar qualquer sofrimento ou contrariedade. Ciente de que estava diante de alguém que meditava constantemente na Paixão do Salvador, o guardião o admitiu de muito bom grado.

Seu noviciado em Áscoli, para onde foi enviado, caracterizou-se por uma oração contínua dia e noite, e por febres graves e prolongadas, que ele julgou ser de origem infernal para impedi-lo de seguir a regra com toda a fidelidade. Por isso, um dia levantou-se e foi dizer ao superior que estava são. E realmente começou a trabalhar e a seguir todos os pontos da regra, inclusive jejuns, sem maior dificuldade.

Alegre pedinte nas ruas da Cidade Eterna

Félix aprendia de memória orações, antífonas, salmos, versículos, hinos litúrgicos e passagens evangélicas para alimentar sua devoção. Com freqüência, rogava ao mestre de noviços que redobrasse suas penitências e mortificações e o tratasse com mais severidade que aos outros, pois julgava seus companheiros mais dóceis e inclinados à virtude.

Em 1545, aos 30 anos, pronunciou os votos solenes. Transcorridos quatro anos, foi enviado a Roma. Durante 40 anos, ou seja, quase até a morte, saía diariamente para pedir esmolas nas ruas da cidade, visando a manutenção da comunidade.

Sempre alegre e contente, dizia a seu companheiro de fadigas: "Bom ânimo, irmão: os olhos na Terra, o espírito no Céu, e na mão o santíssimo rosário".

Além de solicitar esmolas para seu convento, ele também, com licença do superior, pedia com o fim de auxiliar outros necessitados. Socorria principalmente os meninos abandonados nas ruas da cidade.

Para chamar a atenção do povo, costumava gritar: Deo gratias (graças a Deus), pelo que ficou conhecido na cidade como Frei Deogratias. Sua humildade era a fonte de sua jovialidade. Dizia: "Eu não sou frade, mas estou com os frades; sou o jumentinho dos capuchinhos". E quando alguém lhe perguntava como ia, respondia: "Estou melhor do que o Papa, que tem tantos contratempos; eu não trocaria este alforje pelo papado e o Rei Felipe juntos... Vivo tão feliz, que já me parece estar no Céu".

Três grandes santos encontram-se em Roma

São Felipe Néri
Nas apinhadas ruas da Cidade Eterna, encontrava-se com todo mundo, inclusive santos. Um deles era o grande Felipe Neri, tão jovial e cheio de bom humor quanto Frei Félix. E eles se saudavam à sua maneira:

- Bom dia, Frei Félix - dizia-lhe Felipe -. Oxalá o queimem pelo amor de Deus. Assim irá mais depressa ao Paraíso!

- Saúde, Padre Felipe - respondia-lhe o capuchinho -. Oxalá o matem a pauladas e o esquartejem em nome de Cristo!

Era comum ver-se em Roma esse espetáculo inusitado: o capuchinho ajoelhar-se para receber a bênção do Padre Felipe, e este ajoelhar-se ao mesmo tempo, pedindo a bênção de Frei Félix.

Certo dia Frei Félix encontrou-se na rua com o próprio Papa, que lhe suplicou um pedaço de pão ganho de esmola. Mas que pegasse um qualquer, sem escolher. O capuchinho enfiou a mão no alforje e tirou justamente um pão preto e ressequido que deu ao Papa, sorrindo e dizendo: "Ainda bem, Santo Padre, que Vossa Santidade também já foi monge!"


Outro santo que admirava e procurava a amizade de Frei Félix era o Cardeal Carlos Borromeu. Pediu-lhe este um conselho para transmitir a seus sacerdotes, a fim de progredirem na virtude. Frei Félix respondeu: "Que cada sacerdote se preocupe em celebrar muito bem a Missa e em rezar muito devotamente os salmos que têm que rezar cada dia, no Ofício Divino".

Em outra ocasião, São Carlos Borromeu pediu a São Felipe Neri que revisse umas regras que havia redigido para alguns oblatos. São Felipe pediu-lhe que as mostrasse a São Félix. Este ficou estupefato, pois era quase analfabeto e sem estudos. Mas São Carlos Borromeu insistiu e ele fez a revisão, mostrando alguns pontos em que havia um pouco demais de severidade. O Cardeal admirou a prudência e sabedoria do humilde leigo.

Quando perguntavam a Frei Félix de onde lhe vinha tanta sabedoria, ele respondia: "Toda minha ciência está encerrada em um livrinho de seis letras: cinco vermelhas, as chagas de Cristo, e uma branca, a Virgem Imaculada".

Nossa Senhora entrega-lhe o Menino Jesus

E a devoção de Félix à Virgem manifestava-se a cada passo, nas ruas da Cidade Eterna, diante das inúmeras Madonas que adornam prédios e monumentos. Dizia: "Lembrai-vos que sois minha Mãe. E eu sou sempre um pobre menino, e os meninos não podem andar sem a ajuda da mãe. Não me solteis jamais de vossas mãos".

Um dia em que Frei Félix rezava no convento diante de uma imagem de Nossa Senhora com o Menino, esta, segundo testemunha ocular, cedeu-lhe o Menino para que o acariciasse. Isso foi imortalizado numa tela pelo grande pintor Murilo.

Frei Félix possuía outro talento: dotado de bela voz de barítono, compunha e cantava canções religiosas, que logo se tornaram populares em Roma.

Um seu contemporâneo assim o descreve: "Baixo de estatura, mas de corpo cheio e decentemente robusto. A fronte espaçosa e enrugada, as narinas abertas, a cabeça algo grande, os olhos vivos e de cor puxando para o negro; a boca, não afeminada, mas grave e viril, e o rosto alegre e cheio de rugas; a barba não comprida, mas inculta e espessa; a voz aprazível e sonora; a linguagem de tal qualidade que, se bem que rústico, por ser simples e humilde, convertia em formosura a rusticidade".


Prêmio da glória eterna e canonização

Túmulo de São Félix na Igreja dos Capuchinhos, em Roma
Em sua vida de religioso, diz um seu biógrafo, Frei Félix praticou com perfeição exemplar os três votos monásticos: "Obediente, sem vacilações nem resistências; pobre até os limites do mais absoluto desprendimento; e casto, com a inocência de quem não conheceu derrotas nem sabe o que é a malícia da paixão".(1)

Enfim, em maio de 1587, aos 72 anos de idade, Frei Félix de Cantalício entregou sua pura e inocente alma a Deus.

O povo de Roma quis canonizá-lo imediatamente. O Papa reinante, Sixto V, que o conhecera bem, coletou 18 milagres operados pelo Santo para sua beatificação. Frei Félix de Cantalício foi canonizado em 1712
.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ARQUITECTO ANTÓNIO GAUDI


Antoni Gaudí
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Antoni Placid Gaudí i Cornet, em foto de 15 de março de 1878, Barcelona, Espanha, por Pau AudouardAntoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Riudoms, 25 de junho de 1852 — Barcelona, 10 de junho de 1926) foi um arquitecto catalão, um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquitecto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão (a variante local da art nouveau).

Índice
1 Vida e obra
2 Estilo
3 Beatificação
4 Principais trabalhos
5 Ligações externas
6 Referências
7 Galeria

Vida e obra
A influencia de Antoni Gaudí em Barcelona é muito forte pode-se encontrar as suas obras em vários bairros da cidade.Poderá visitar as suas obras como o Parque Guell, a casa Batlló, a casa Milà, ou a Sagrada Família, que todavia está em construção segundo os planos de Gaudí. As obras de Gaudí combinaram o estilo de arquitectura da cidade e um movimento de modernismo da mesma. Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica (refletindo o revivalismo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura.

Com o tempo, entretanto, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família possuem um poder quase alucinatório.

Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico catenário, uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade (Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades: quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias). Também se utilizou da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies.


O templo da Sagrada Família, considerada a obra-prima de GaudíRidicularizado por seus contemporâneos, Gaudí encontrou no empresário Eusebi Güell o parceiro e cliente ideal, tendo sido praticamente seu mecenas.

Politicamente, Gaudí foi um fervoroso nacionalista catalão (ele foi certa vez preso por falar em catalão em uma situação considerada ilegal pelas autoridades). Em seus últimos anos, devotou-se exclusivamente à religião católica e a construção da Sagrada Família (obra nunca concluída).

Antoni Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde havia estudado arquitectura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí tendeu para a procura do luxo durante a juventude; no entanto na idade adulta e no final da vida essa sua tendência diluiu-se por completo. Quando jovem aderiu ao Movimento Nacionalista da Catalunha e assumiu algumas posições críticas face à igreja; no final da sua vida essa faceta desapareceu também. Gaudí nunca se casou.

Em Barcelona a sua arquitectura assume foros de excepção, num ambiente essencialmente funcionalista de uma cidade de desenvolvimento industrial. Gaudí deixou-se influenciar por inúmeras tendências, não tendo nunca dedicado a sua arquitectura à tentativa de cópia de um estilo determinado. Uma das mais fortes influências que recebeu foi a de Viollet-le-Duc através do qual conheceu parte do seu gótico inspirador. Morreu aos 72 anos, vítima de atropelamento.

Estilo
Uma primeira fase que se pode identificar na arquitectura de Gaudí poderá ser chamada de “mourisca” uma vez que o arquitecto buscou inspiração naquele tipo de construções: as formas, as cores, os materiais, tudo aponta na mesma direcção.

Outra fase importante da obra de Gaudí foi aquela que decorreu sob o mecenato de Güell. Este rico habitante de Barcelona era o retrato do industrial bem sucedido. A sua casa estava aberta aos artistas e Gaudí foi também acolhido e aí contactou com a chamada “Arte Nova”, que viria a usar mais tarde. As encomendas de Güell a Gaudí montam a cinco obras de arquietctura.

Uma outra fase identificável na obra de Gaudí é o que se pode classificar de período “gótico”. Gaudí utilizará os princípios deste estilo, bem como algumas das suas formas mais típicas; no entanto o gótico em Gaudí manifestar-se-á também em inovações ousadas, como são, por exemplo, os seus arcos parabólicos.

Já arquitecto de créditos firmados, Gaudí buscou um estilo próprio e se quisermos citar exemplos desse estilo as casas Batló e Milá serão certamente as que nos acudirão ao espírito. De tal forma ousadas eram essas construções que o público de Barcelona, apesar da estima e do prestígio de Gaudí, não deixou de as alcunhar e de as considerar quase aberrantes. A obra de Gaudí por excelência foi, no entanto, o templo expiatório da Sagrada Família, obra a que dedicou uma parte importante da sua vida e em que trabalhou aturadamente nos seus últimos 12 anos de existência. Está em curso um movimento em prol da beatificação de Gaudí pela Igreja Católica, promovido desde 1992 por uma associação secular.


Beatificação
No Vaticano está em andamento o processo de beatificação de Gaudí, depois do encerramento da fase diocesana em 2003, todos os documentos da positio com a sua biografia passaram por Roma para serem submetidos à Congregação para as Causas dos Santos. Para o Arcebispo de Barcelona e Presidente da Comissão do Padroado da Sagrada Família, Cardeal Martínez Sistach, "Gaudí era um grande cristão. Tinha uma espiritualidade franciscana, de amor e contemplação das belezas da natureza, imagens da beleza do Criador."[1]

Principais trabalhos
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Antoni GaudíEm ordem cronológica:

Casa Vicens (1878-1880)
Capricho de Gaudí (1883)
Palácio Güell (1885-1889)
Colégio de Santa Maria de Jesus (1889-1894)
Palácio Episcopal de Astorga (1889-1913)
Santa Coloma de Cervelló (1898-1915)
Casa Calvet (1899-1904)
Casa Batlló (1905-1907)
Casa Milà (La Pedrera) (1905-1907)
Parque Güell (1900-1914) e Cripta da Colónia Güell
Templo Expiatório da Sagrada Família (1884-1926) e Escolas da Sagrada Família
Orfila, Canoas (1850-1982

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

SÃO CHARBEL,ROGAI POR NÓS


São Charbel
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
São Charbel Makhlouf

Nascimento 1828 em Bkaakafra
Falecimento 24 de dezembro de 1898 em Annaya
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 5 de dezembro de 1965, Vaticano por: Paulo VI
Canonização 9 de outubro de 1977, Vaticano por: Paulo VI
Festa litúrgica 24 de julho
Portal dos Santos

São Charbel Makhlouf é um santo.

Nasceu em 1828, numa pequena aldeia chamada Beka´Kafra, no Líbano. Desde sua infância se sentia atraído pelo Senhor. Gostava de rezar nas grutas, para satisfazer sua sede de Deus. Ao completar 23 anos de idade, percebeu que era o momento de se entregar a Deus como monge, na Ordem Libanesa Maronita. Deixou sua casa, sem se despedir nem mesmo da mãe. Não queria que eles sofressem com a dor da despedida. Mudou seu nome de Yússef (José) para Charbel, que foi um mártir do século II. Desse modo, esquecia o passado, morrendo para o mundo e vivendo para Deus. Fez os votos de pobreza, castidade e obediência.

Após seis anos de preparação, foi ordenado sacerdote e passou a viver no mosteiro de Annaya. Jamais se queixou da vida comunitária ou das incompreensões que sofria. Era profundamente humilde. Anos mais tarde pediu permissão para viver isolado, como ermitão, consagrado-se ao trabalho no campo, à oração e à penitência. No dia 16 de dezembro de 1898, o P. Charbel começou a Santa missa. Mas, ao recitar a prece "Pai da verdade, eis o Vosso Filho, vítima do vosso agrado! Aceitai-o", foi atacado pela paralisia. E começou a agonizar, sempre com os lábios em oração. Na noite do natal desse mesmo ano, deixou a vida terrena, e nasceu para o céu

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

BEATA ANA MARIA TAIGI


Beata Ana Maria Taigi


Comemoração Litúrgica: 09 de junho. Também nesta data: Bem-Aventurado José de Anchieta; santos: Ricardo e Diana


Guia geral Por data Corpos Incorruptos



Talvez não houve em toda Roma, durante o século dezenove, uma mulher mais notável que Ana Maria Taigi, a abnegada e trabalhadora esposa de um criado e mãe exemplar de muitos filhos, que foi honrada com a particular estima de três sucessivos Pontífices e cuja pobre casa foi o centro de reunião para muitos altos personagens da Igreja e do Estado que buscavam sua intercessão, seu conselho e sua opinião, nas coisas de Deus.

Ana Maria Antonia Gesualda, nasceu em 29 de maio de 1769, em Siena, onde seu pai era boticário. A família perdeu seus bens e reduzida à pobreza, emigrou a Roma, onde os pais de Ana trabalharam no serviço doméstico nas casas particulares, enquanto que a jovem se internava em uma instituição que se encarregava de educar as crianças sem recursos. À idade de treze anos, Ana começou a ganhar o pão de seu trabalho. Durante algum tempo esteve empregada em uma fábrica de tecidos de seda e depois entrou ao serviço de uma nobre dama em seu palácio.

Ao converter-se em mulher, experimentou uma forte inclinação por vestidos ostentosos e o desejo de ser admirada, o que em ocasiões a pôs na orla do mal e se não caiu nos abismos do pecado, foi por seus bons princípios. Além disso, em 1790, quando tinha vinte e um anos, salvou-se das tentações ao casar-se com Domenico Taigi, um servidor do palácio Chigi. Ainda então continuavam atraindo-lhe as coisas do mundo, porém, pouco a pouco, a graça ia apossando-se de seu coração e sentiu remorsos de consciência que a impulsionaram a fazer uma confissão geral.

Seu primeiro intento de abrir o coração diante de um sacerdote, chocou-se com uma aridez negativa; porém, pela segunda tentativa, teve êxito. Encontrou o guia espiritual que necessitava em um frade servita, o padre Ângelo, que haveria de ser seu confessor durante muitos anos. O sacerdote se deu conta desde o início que estava tratando com uma alma eleita e ela, por sua parte, sempre considerou o momento em que conheceu o padre Ângelo como a hora da sua conversão. Desde aquele dia renunciou a todas as vaidades do mundo e contentou-se em vestir as roupas mais simples. Não voltou a tomar parte em diversões mundanas, a menos que seu esposo especialmente pedisse. Seu maior consolo e alegria encontrou na oração, e seu generoso desejo de submeter-se a mortificações externas, teve que ser moderado por seu confessor que adaptou-a aos limites em que não se afetasse os deveres de sua vida diária como ama da casa. Seu marido era um bom homem, porém de escassas luzes e muito impertinente; se bem que apreciasse as evidentes qualidades da esposa, nunca pode compreender os heróicos esforços de Ana por adquirir a santidade nem seus dons especiais. Ela sempre cumpria seus deveres cotidianos da casa com extraordinária entrega.

A família que Ana devia cuidar estava formada por seus sete filhos, dois dos quais morreram quando eram pequenos, seu marido e seus pais, que viviam com ela. Cada manhã, os reunia a todos para rezar; aos que podiam. Os levava para ouvir a missa e pela noite voltavam a reunir-se todos para escutar leituras espirituais e fazer as orações. Ana se preocupava, sobretudo, de vigiar a conduta das crianças.

Se diria que um trabalho doméstico tão excessivo tivesse monopolizado as energias de qualquer mulher; sem embargo, as obrigações familiares não a privavam de entregar-se a experiências místicas de grande altura. Para se ter uma idéia sobre isto, recorremos às memórias sobre a beata, escritas depois de sua morte pelo cardeal Pedicino, a quem conheceu por intermédio de seu confessor e com quem compartilhou, durante trinta anos a direção espiritual daquela alma eleita. Mui possivelmente, através do cardeal se deram a conhecer as excelsas virtudes e dons sobrenaturais da beata. Desde o momento de sua conversão, Deus a gratificou com maravilhosas intuições sobre seus desígnios com respeito aos perigos que ameaçavam a Igreja, sobre acontecimentos futuros e sobre os mistérios da fé. Estas coisas se revelaram a Ana em um "sol místico" que reverberava diante de seus olhos e em que viu também as iniqüidades que os homens cometiam continuamente contra Deus. Naquelas ocasiões sentia que era seu dever dar satisfações ao Senhor por aqueles agravos e oferecer-se como vítima. Por isso sofria Ana verdadeiramente agonias físicas e mentais quando se entregava à oração pela conversão de algum pecador endurecido. Com freqüência lia os pensamentos e adivinhava os motivos entre as pessoas que a visitavam e em conseqüência, podia ajudá-las de uma maneira que parecia sobrenatural. Entre as personalidades que estiveram relacionadas com ela, devem mencionar-se a São Vicente Strambi, a quem ela prognosticou a data exata de sua morte.

Nos primeiros anos depois de sua conversão, Ana Maria teve abundantes consolos espirituais e arroubamentos, porém, mais tarde, especialmente durante os últimos anos de sua vida, sofreu extensamente pelos ataques de Satanás. Estas provas, todavia, aos quebrantos de sua saúde e às murmurações e calúnias, lhe deram ocasião para mostrar resignação e suportou-as alegremente. Em 9 de junho de 1837 morreu, ao cabo de nove meses de agudos sofrimentos com a idade de sessenta anos.

Foi beatificada em 1920 e seu sepulcro se encontra em Roma, na Igreja de São Crisógono, dos padres Trinitários, em cuja ordem a beata era terceira. Seu corpo jaz em ataúde de cristal para que se possa contemplar seu corpo incorrupto.

ORAÇÃO
(Ditada pela Virgem durante um êxtase)

Prostrada a vossos pés, grande Rainha do céu, eu os venero com o mais profundo respeito e confesso que sois Filha de Deus Pai, Mãe do Verbo Divino, Esposa do Espírito Santo. Sois a tesoureira e a distribuidora das divinas misericórdias. Por isso os chamamos de Mãe da Divina Piedade. Eu me encontro em aflição e angústia. Dignai-vos mostrar-me que me amais de verdade. Os peço igualmente que rogueis com fervor à Santíssima Trindade para que nos conceda a graça de vencer sempre ao demônio, ao mundo e as más paixões; graça eficaz que santifica aos justos, converte aos pecadores, destruí as heresias, ilumina aos infiéis e conduz os judeus à verdadeira fé. Obtenha-nos que o mundo inteiro forme um só povo e uma só Igreja. Amém
PÁGINA DO ORIENTE

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

QUEM É JOHN HENRY NEUMAN


John Henry Newman
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Cardeal

Venerável John Henry Newman, CO

da Igreja Católica

título
COR AD COR LOQUITUR
Nascido em Londres, 21 de fevereiro de 1801
Ordenado
sacerdote 30 de maio de 1847
Consagrado
bispo
Elevado
arcebispo
Nomeado
patriarca
Funções
exercidas
Proclamado
cardeal 12 de maio de 1879 por Leão XIII
Falecimento Edgbaston, 11 de agosto de 1890
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John Henry Cardeal Newman, CO (Londres, 21 de fevereiro de 1801 — Edgbaston, 11 de agosto de 1890) foi um sacerdote anglicano inglês convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. No dia 19 de setembro de 2010 será beatificado pelo Papa Bento XVI.


Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e um dos líderes do "Movimento de Oxford". Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e considerava o catolicismo corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma "via media" entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica, terminou por converter-se.

Depois de sua conversão ao catolicismo (1845), ele foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma (1847), abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854).

Índice [esconder]
1 Pensamento e Apostolado
1.1 Sobre a infalibilidade papal
2 Homenagem e Louvor
3 Referências
4 Ligações externas

Pensamento e Apostolado
O seu pensamento é representativo da "filosofia da ação e da filosofia da vida", é considerado como integrante da corrente filosófica denominada Neoespiritualismo e Vitalismo que tem raízes no espiritualismo francês do século XIX, que surgiu para combater o positivismo e o racionalismo.

"O apostolado no campo da inteligência exercido por Newman foi intenso. As suas obras completas atingem a 37 tomos, versando sobre os mais variados assuntos — teologia, filosofia, literatura, história, espiritualidade — e os arquivos do Oratório conservam as 70.000 cartas que escreveu. As obras que publicou sobre a Universidade de Dublin, tornaram-se clássicas para a literatura católica. Os seus Sermões espelham todos eles sólida piedade e grande amor pelas almas".[1]

"Uma contribuição muito relevante de seu pensamento foi a chamada doutrina do desenvolvimento do dogma"[2] (que é uma doutrina muito diferente do pensamento modernista).

Sobre a infalibilidade papal
O cardeal Newman defendeu que “a infalibilidade da Igreja é como uma medida adotada pela misericórdia do Criador para preservar a [verdadeira] religião no mundo e para refrear aquela liberdade de pensamento que, evidentemente, em si mesma, é um dos nossos maiores dons naturais, mas que urge salvar dos seus próprios excessos suicidas.


Homenagem e Louvor

John Henry Newman em 1824."A sabedoria e a ortodoxia de Newman foram louvados por Leão XIII, Pio X e Pio XII". No séc. XX, já depois da morte do Cardeal Newman, o Papa Pio XII chegou mesmo a afirmar que Newman é a "Glória da Inglaterra e de toda a Igreja".[1]

Por ocasião da comemoração do centenário da sua morte, assim se referiu a Newman o então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI), Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, em 28 de abril de 1990:

"De Newman aprendemos a compreender a primazia do Papa: a liberdade de consciência assim ensinava Newman com a Carta ao Duque de Norfolk não se identifica de modo algum com o direito de 'dispensar-se da consciência, de ignorar o Legislador e o Juiz, e de ser independentes de deveres invisíveis'. Deste modo a consciência, no seu significado autêntico, é o verdadeiro fundamento da autoridade do Papa. De facto, a sua força vem da Revelação, que completa a consciência natural iluminada de maneira apenas incompleta, e 'a sua razão de ser é o facto de ser o campeão da lei moral e da consciência'."
E ainda:

"Newman expôs na ideia do desenvolvimento a própria experiência pessoal de uma conversão jamais concluída, e assim ofereceu-nos a interpretação não só do caminho da doutrina cristã, mas também da vida cristã. O sinal característico do grande doutor da Igreja parece-me que seja aquele que ele não ensina só com o seu pensamento e com os seus discursos, mas também com a sua vida, porque nele pensamento e vida compenetram-se e determinam-se reciprocamente. Se isto é verdade, então Newman pertence deveras aos grandes doutores da Igreja, porque ele toca ao mesmo tempo o nosso coração e ilumina o nosso

domingo, 29 de agosto de 2010

MARTÍRIO DE SÃO JOÃO BAPTISTA-CANÇÃO NOVA




29 de Agosto
Martírio de São João Batista

Com satisfação lembramos a santidade de São João Batista que, pela sua vida e missão, foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas: "Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista...De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar." (Mt 11,11-14)

Filho de Zacarias e Isabel, João era primo de Jesus Cristo, a quem "precedeu" como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.

São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito: "Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente..." ( Lc 1, 15)

São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte por isso, impelido pela missão profética, denunciou o pecado do governador da Galileia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades - sua cunhada - e com ela vivia como esposo.

Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades (Salomé) encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe: "Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista" (Mc 6,25)

Desta forma, através do martírio, o Santo Precursor deu sua vida e recebeu em recompensa a Vida Eterna reservada àqueles que vivem com amor e fidelidade os mandamentos de Deus.

São João Batista, rogai por nós!
 
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